Decidi desatar a correr com um machado na mão, à procura do primeiro vislumbre de sangue que conseguisse encontrar. Entretanto, passaram por mim dois cavaleiros montados num cavalo branco, empunhando cada um uma lança em direcção à horda inimiga que se aproximava. Com arqueiros a cobrir-me, lancei-me ao campo de batalha onde dezenas de inimigos (e a Morte no meio deles) me aguardavam. Lancei um grito de guerra e empunhei o machado com valentia, após matar um e contra-atacar outro, fui morto por um golpe nas costas, e isto é Mordhau.

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Mordhau traduz-se no belicismo medieval na sua forma mais pura. É verdade que não engloba estratégias (embora o modo de jogo em que nos encontremos seja em si uma estratégia), mas desafio mais real do que o campo de batalha deste jogo é difícil de encontrar. Eu rio-me enquanto jogo, pois vejo dezenas de homens a passar por mim aos gritos, mas provavelmente numa situação real sufocava com a ansiedade.

O jogo é concretizado num equilíbrio entre o comic relief e uma simulação de guerra medieval. Claro que não se traduz numa simulação à escala real visto que encontrávamos exércitos constituídos por milhares de soldados/guerreiros, com as limitações actuais, apenas sessenta e quatro jogadores por equipa é o alcançável. Todavia, sessenta e quatro jogadores são quase seis dezenas e meia, o que perfaz uma grande quantidade de pessoas, tendo em conta que o único outro jogo que jogo online é Counter Strike: Global Offensive, o número aumentou drasticamente.

Mordhau

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Com o meu modesto i3 8350k e uma GTX 1060 3GB, ataquei o jogo com as definições no máximo e não desapontou. Tendo um desempenho estável e sem perturbações visuais, tenho em conta que a Triternion não procura os melhores visuais possíveis, pelo que conseguiram aqui um bom equilíbrio entre uma boa vista e uma boa luta.

A banda sonora inspira o épico, concentrado tons agudos para que sintamos uma sensação de um clímax que está para acontecer. Na realidade, um videojogo que se concentre apenas na experiência realista, não deve ter grande preocupação com a música mas sim com os efeitos dos sons, o que a Triternion procurou e conseguiu.

A jogabilidade provém em parte de Kingdom Come (um belo jogo para quem gosta do tema), atenção que quando falo em jogabilidade vamos manter-nos apenas na vertente do combate, visto que este jogo foca-se apenas e unicamente em belicismo não coordenado. Ao iniciarmos o jogo somos submetidos a um tutorial sobre a arte da guerra, onde nos ensinam os controlos e somos postos à prova em treino. Parecendo que não, o combate tem profundidade, podemos contra-atacar, atacar uma parte específica do corpo, fingir um ataque, atirar a arma, converter um ataque fingido em real, são inúmeras as combinações.

Mordhau

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Obviamente, estas combinações existem em todos os guerreiros, no entanto cada um executa-as de maneira diferente visto que vai depender da arma que empunhamos. Eu gosto de criar o caos, portanto sigo sempre de machado na mão para o meio dos moshpits que se criam no campo de batalha. Além de combater, podemos também construir e destruir trincheiras, criando obstáculos de forma a impedir que o inimigo penetre nas nossas bases.

Além do tradicional Team Deathmatch, temos o modo Skirmish onde apenas regressamos na ronda seguinte, Frontline é um modo alterado de Domination com tarefas à mistura, o já conhecido Horde onde aguentamos até perecer e, por fim, temos o famoso battle royale, cujas explicações serão desnecessárias pois quase 98% dos jogadores já experimentaram Fortnite, PUBG ou APEX. Simplesmente este modo é adaptado à era medieval.

Mordhau já está disponível na Steam para PC (Windows).

Conclusão da Crítica
Sufocante
8.2