Observer traz consigo uma nostalgia de Blade Runner, já ressuscitada pela mais recente entrada, Blade Runner 2049, e que embora esta última não seja jogável, mostrou-nos que o género cyberpunk está tudo menos morto. Aliado a estes títulos, temos ainda o bastante promissor Cyberpunk 2077 da CDProjekt, equipa que nos presenteou com a saga The Witcher.

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Observer, não começando da melhor maneira, arrasta-nos por uma introdução demasiado cinemática, onde parece que estamos a ver um filme pelos piores motivos. Não só no início, mas também ao longo do videojogo, sentimos que controlamos menos do que o que é suposto. Isto limita a nossa experiência como jogadores, fomentando o contar da história através de uma sequência de jornadas fora do nosso alcance.

Apesar de nos constranger desde cedo, Observer tem cenários lindíssimos. No entanto, detendo a história uma localização tão esbelta, deixa-me com uma certa pena, a mesma ser tão pouco explorável. Isto porque Observer é dos poucos jogos cujo cenário me cativou verdadeiramente. Em termos gráficos encontramos uma escolha mais noir do que realista, onde preterem a realidade para seguirem um rumo mais assombrado.

Observer

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Por entre a navegação nos cenários, deparamo-nos com uma movimentação um pouco robótica, pois nem sempre temos uma resposta adequada à direcção que queremos seguir. Conjuntamente com a movimentação clunky, temos ainda uma exaustão dos segmentos para fomentar a longevidade do videojogo. O que piora quando temos glitches a surgirem na nossa câmara, remetendo aos defeitos da tecnologia.

Algo que infelizmente descobri é que também Observer se rendeu ao simples, e nada trabalhoso, conceito do “monstro que espreita num canto e que nos mata com um só golpe”, para apenas poderem ingressar na moda. Entristece, mas é a verdade.

Outra escolha feita em Observer, e que não percebo o porquê de enveredarem por esse caminho, é por exemplo a synchrozine. Esta, numa inspiração divina de Far Cry 2, reduz o esforço mental de Daniel, o nosso personagem. Se não tomarmos a mesma, o ecrã começa a ter um ataque epiléptico, quebrando qualquer linha de pensamento ou seguimento na história que estejamos a construir. Porquê a inspiração de Far Cry?

Questiono estas escolhas pois a maneira como construíram as investigações foi de tal forma excepcional, que me pergunto qual a linha de raciocínio seguida para introduzirem estas artimanhas, estragando uma fórmula simples, já inserida no videojogo.

Observer

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Apesar de altamente criticados, tenho um gosto especial pelos chamados Walking Simulators. Posso ainda dizer que Vanishing of Ethan Carter é um videojogo que ainda hoje me ressoa quando jogo qualquer outro deste género. Estas são experiências que nos puxam para uma jornada mental na cabeça de outra pessoa, e Observer faz isso mesmo mas introduz detalhes que quebram a imersão.

Observer já está disponível para PlayStation 4, Nintendo SwitchXbox One e na Steam para PC, Mac e Linux.