Creio que se há “população” dentro do mundo dos videojogos que mais se sente injustiçada é a comunidade de amantes de anime. Não por faltarem títulos dos seus animes preferidos, mas por esses mesmos títulos estarem em falta para com os respectivos animes. Desde Dragon Ball, passando por One Piece, Naruto, entre bastantes outros, se representarmos a qualidade dos vários jogos num gráfico, teremos picos e quedas inacreditáveis.

Jogos Baseados em Animes

One Punch Man: A Hero Nobody Knows

O que leva à pergunta: mas falta financiamento? Não. Falta lore para completar a história? Se tivermos em conta animes como Naruto ou One Piece, que ultrapassam os 700 episódios, definitivamente não! Portanto ficamos com uma incógnita na resposta à questão: o que é que custa fazer um jogo decente baseado em animes?

Para tentar aumentar a média no espectro, temos One Punch Man: A Hero Nobody Knows, um arena fighter, meio que ao estilo de Jump Force, mas com algumas mecânicas refinadas, e outras não tanto.

Uma Breve Introdução

One Punch Man: A Hero Nobody Knows

Para quem não conhece, One Punch Man é um manga/anime que se baseia na história de Saitama, um herói que derrota qualquer adversário com um único soco. Passamos, então, alguns capítulos a acompanhar as aventuras de alguém que se tenta desafiar diariamente, tentando introduzir um pouco de adrenalina na sua vida monótona.

One Punch Man: A Hero Nobody Knows

Então, como é que criamos um arena fighter com a personagem mais poderosa do universo? Visto que acabei de vos dizer que Saitama derrota qualquer adversário com apenas um soco, a solução da Spike Soft passou por colocar o mesmo como personagem secundário, ou seja, o trabalho da nossa personagem será aguentar o máximo de tempo até termos o prompt de que Saitama se encontra disponível. A partir daí, apenas temos de fazer contacto e o nosso adversário cairá em cinzas, graças à força inacreditável do herói careca.

A História e Personagens

One Punch Man: A Hero Nobody Knows

Lutas à parte, temos um modo com uma história desenvolvida a partir da personagem que criarmos. Temos algumas opções de personalização (não se entende bloquearem penteados no início de um jogo em 2020), o que nos permite ter alguma liberdade na diferenciação, mas acabam por ser poucas opções para uma possibilidade tão vasta (talvez porque o orçamento não seja o maior). O modo de história trata a nossa evolução enquanto heróis, ou seja, cada herói tem um rank na escala, sendo que o máximo é um herói de calibre S. Nós, humildes heróis, começamos no C.

Mecânicas

One Punch Man: A Hero Nobody Knows

Através de lutas e fetch quests, iremos interagindo com personagens conhecidas no mundo de OPM, extraídos do lore do manga, construindo um universo familiar, fazendo-nos participar em momentos cruciais da primeira temporada do anime, e ao mesmo tempo tentando diversificar a actividade para explorarmos a cidade como bem entendermos. À medida que formos subindo no rank, os monstros vão evoluindo e vamos desbloqueando peças de roupa e mobiliário para decorarmos o nosso apartamento.

One Punch Man: A Hero Nobody Knows

As lutas em si não remetem para a complexidade, seguindo a linha de Jump Force. São mais estéticas do que trabalhosas, incluindo a movimentação das personagens, que ocasionalmente parece que controlamos uma marioneta, flutuando pelo ecrã. Utilizamos combos vistosos, fáceis de executar e difíceis de bloquear, sendo que de vez em quando vão aparecendo personagens secundárias que introduzem um pouco de anarquia à mistura.

Visuais e Banda Sonora

One Punch Man: A Hero Nobody Knows

Os visuais acompanham e potenciam os combos, sendo que existe uma disparidade nos visuais durante a luta e os visuais das cutscenes. O que deixa no ar a questão: mas que raio se passou? Algumas cutscenes, em si, são também uma festa de carregar no X para acabarmos de ouvir o que as pessoas têm para dizer. O som acaba por ser um misto de músicas que apressam o ritmo.

Conclusão da Análise
Divertido
6.7

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