Parece que foi ontem que estava a inserir o UMD de Patapon 2 na minha PSP, continuando a maré rítmica que o seu antecessor havia iniciado, já no primeiro título. Mal sabia eu, que esta maré se iria tornar numa das experiências mais viciantes do universo PlayStation.

Doze anos depois, recebemos, em alta definição, a tribo que tanto marcou a era portátil, e, mesmo que tentassem, meto as mãos no fogo em como é impossível danificar a experiência que Patapon transmite. A única vertente que não foi aqui aprimorada, foram as cutscenes. Estas parecem ser impossíveis de alterar, o que leva a que em televisões grandes fiquem desfocadas.

Através de simplicidade (não confundir com facilidade), lideramos a nossa tribo, enquanto entidade divina, através de vários obstáculos, para que consigam alcançar o seu objectivo em Earthend. De forma a variar a experiência, são introduzidas novas tribos, como os Akumapon e os Karmen.

É perfeitamente notório que o foco do jogo não se concentra na fórmula narrativa, no entanto, os mínimos foram cumpridos de forma a percebermos o porquê, onde e como.

Uma funcionalidade chave no título original, era o modo multijogador. Neste podíamos jogar em Ad Hoc com amigos, ultrapassando vários níveis em conjunto e criando um ambiente de diversão. Mas nesta versão, a vertente multijogador não existe de todo, foi retirada sem qualquer explicação.

Sendo o foco na jogabilidade, passemos então ao que define a série Patapon.

No papel de entidade divina, somos incumbidos de ordenar os Patapon através de uma série de batidas, sendo que existem diversas batidas diferentes, cada uma correspondente a uma acção específica. Através da criação de sons por tambores, é possível por exemplo, usarmos “Pata Pata Pata Pon” para que estes comecem a andar, e “Pon Pon Pata Pon” para iniciarmos um confronto com os inimigos. Entre inúmeras combinações, iremos combinar batidas, sendo que quanto mais fluída for a batida, mais fluída é a transição pelo nível.

À medida que vamos combinando batidas, vamos também percebendo que não só, somos uma espécie de bateristas, mas também um general de guerra. Isto porque Patapon, debaixo da máscara de jogo rítmico, é simultaneamente um jogo de estratégia em tempo real, apelando à capacidade de decisão crítica sob alta pressão. Pois caso falhemos um combo, a intensidade dos Patapon esmorece, e acabamos por perder o combo, velocidade de movimentação e até a força de ataque.

Patapon 2 Remastered PlayStation 4

Fortalecendo a aliança entre o ritmo e a estratégia, podemos, antes de cada missão, escolher o tipo de esquadrão que levamos para o terreno. Podemos optar desde meros footsoldiers ou soldados a cavalo, ou, caso não se lembrem, Patapon 2 trouxe consigo um tipo de esquadrão diferente, o esquadrão heróico. Este esquadrão não só consegue ser ressuscitado, mas também consegue ir alternando a sua própria classe, uma mais-valia! Não esquecer que a diversidade é bastante importante para uma progressão fluída pelo nível.

De forma a obtermos a melhor classe, iremos suar, bastante. Suar no sentido em que o jogo puxa-nos para um sistema de grind necessário, obrigando ao backtrack para amontoarmos recursos de forma a que estes possam ser usados nos níveis. O que irá acontecer é que irão ver o mesmo nível, vezes e vezes sem conta, o que tira um bocado da frescura que o tipo de jogo é.

Patapon 2 Remastered já está disponível em exclusivo para a PlayStation 4.

Conclusão da Análise
Viciante
8.2

Deixa uma resposta

Por favor deixa aqui o teu comentário
Por favor deixa aqui o teu nome