Este ano a disputa pelo título de supremo simulador de futebol começou com a Konami e o lançamento do mais recente título Pro Evolution Soccer 2019. E que belo título!

Não é novidade para ninguém que esta colisão de titãs sempre se prendeu num único factor: as licenças das competições, equipas, ou até mesmo dos jogadores actualmente (como se fossem objectos). Para um bom conhecedor de futebol não é difícil distinguir a mestria da Konami em simular o desporto-rei, da a facilidade e atracão que a Electronic Arts traz com os inúmeros modos de jogo, desde Ultimate Team, passando pelo modo Clubes, até à mais recente entrada, The Journey, protagonizada pelo jovem Alex Hunter.

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Este ano tivemos a hipótese de dar as boas vindas a sete (!) novas ligas no simulador nipónico. Notando aqui um esforço da Konami em acompanhar os passos largos de FIFA, que tem praticamente todas as licenças (importantes) possíveis.

Pro Evolution Soccer sempre se esforçou por trazer a melhor qualidade possível na simulação do futebol, prescindindo do futebol bonito e das fintas que FIFA apresenta, para se concentrar na génese do jogo. O problema é que mesmo aí existiam lacunas graves, o que só atrasava mais o título nipónico na corrida pelo primeiro lugar.

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Algo que foi corrigido este ano, e que por acaso mencionei na entrevista com Masuda-san, foram os guarda-redes. Quantas vezes não rematámos nós em Pro Evolution Soccer num disparo que tanta força levava como um passe de calcanhar, apenas para vermos o guarda-redes dar um triplo mortal seguido de duas cambalhotas para o defender? E mesmo aí eles socavam a bola pela linha final. Ora, felizmente a equipa ouviu-nos, e subiu o degrau que tanto os constrangia.

Os remates foram corrigidos, fruto da individualidade dos jogadores actualizada e melhorada. Apesar de ser mais fácil levantar a bola quando rematamos, nem sempre é fácil enquadrá-la com os postes, pelo que teremos de optar por jogadores que sejam mais propensos a fazê-lo, como Kevin de Bruyne

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Algo que tem de ser reinventado nos escritórios da Konami são os menus. Anos após anos de menus sem sal, continuamos a verificar que o menu de um filme blu-ray consegue ser mais interessante que os de Pro Evolution Soccer. Facilidade nem sempre coincide com qualidade ou adaptabilidade.

Um dos maiores pecados de PES, é a sua falta de modos de jogo. Master League é um modo já enjoado pela maioridade da base de jogadores, o que impossibilita a atracão de jogadores novos pois nem os próprios fãs dão alento ao modo. Como forma de combater este catálogo paupérrimo, reinventaram o My Club. No entanto, este sozinho, não consegue rivalizar com os inúmeros modos que FIFA nos traz, o que faz com que o título da Electronic Arts leve a vitória comercial todos os anos.

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Graficamente, o FOX Engine apenas nos trouxe coisas boas até agora, pelo que não tenho nada a apontar nesse campo. Pro Evolution Soccer sempre foi excepcional e este ano não faz por menos neste campo. A banda sonora não convence, têm de estudar melhor o caso de FIFA, que ano após ano nos apresenta novas (ou já conhecidas) músicas que horas após horas nos deixam alegres na mesma, após um 4-3 aos 92 minutos. Reconheço no entanto a facilidade de nos deixarem escolher a banda sonora através de uma Pen USB.

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