Planet Alpha é um puzzle a 2.5 dimensões, com plataformas que nos levam numa viagem por cenários provocativos e bizarros, mas também, muito apelativos. Sem discussão possível sobre o quão belo é este videojogo, tenho a apontar a mecânica e o design dos puzzles simplista, que com uma narrativa demasiado ambígua, torna o videojogo um pouco tediante, mesmo com a sempre crescente intriga vinda do ambiente à sua volta. 

Planet Alpha

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Desde o momento em que acordas num deserto, Planet Alpha diz-te muito pouco. Isto no sentido em que não és recebido com um barra de tutorial, não tens um objectivo claro, nem nenhum HUD, somente alguns controlos no ecrã. No entanto, esta abordagem minimalista ao videojogo funciona bem, e comporta-se como um cinemático que nunca pára.  

Apesar de eu gostar da ideia de que “menos é mais”, não concordo nada com essa visão quanto à narrativa do videojogo (ou a falta de uma). É claro que os developers de Planet Alpha estavam a ir para uma narrativa bastante ambígua, mas ao invés de “construir” mais intriga, o que acontece é que o jogador fica a perguntar-se o tempo todo “o que raio está se a passar aqui”. Isto, até que cheguei ao ponto em que eu parei de me importar sobre o porquê de estar a jogar como um astronauta num planeta alienígena, e simplesmente tentei desfrutar da viagem. 

Planet Alpha

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Contudo, as ideias subjacentes por detrás da história são bastante óbvias. Um planeta rico em vegetação e natureza pura, é invadido por um exército de robôs que começam a perfurar o seu manto para coleccionar minerais, destruído assim o panorama todo. Eu gostei da mensagem ecológica que os developers estão a tentar transmitir, mas mesmo assim, isso não explica o porquê de cada interacção com um robô inimigo não fazer sentido. 

Como já disse, Planet Alpha é um puzzle de plataformas, e se formos a julgar o videojogo por essas duas categorias, bem… é um videojogo bastante medíocre. Primeiro, a parte das plataformas é demasiado inconsistente, para ser perto de bom se quer. Não leves isto pelo lado errado. Estar a ser perseguido por uma espécie de inimigo gigante foi das melhores experiências neste videojogo, mas ter que repetir isto 3 ou 4 vezes por causa da inconsistência dos saltos do boneco, fez com que isto se tornasse uma experiência previsível e sem diversão. 

Planet Alpha

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Então a parte de plataforma não funciona, e é aqui que vou dizer o quão bom são os puzzles… Só que não… Os puzzles não são lá grande coisa por duas razões. A primeira é que esses são demasiado fáceis. Só existem 3 tipos de puzzles que irás ver durante o jogo todo (tirando uma única excepção), e todos eles são praticamente copy & paste um dos outros. A segunda razão pelo qual os puzzles começam a ser muito estagnantes, vem da sua natureza demasiado simplista, e do design de trial and error. Quando sabes como se faz, consegues acabar um puzzle sem ter que voltar do início, mas não sabendo não tens pistas sobre como se pode passar a parte seguinte. Vais experimentando tudo até que algo funcione, e isso não é divertido. 

Contudo, este é um videojogo onde alguém pode jogar e sentir se imerso num mundo lindo, super detalhado com plantas e ruínas aliens, sem se preocupar com tudo o resto que deveria acompanhar esta obra. Desligas-te do mundo lá fora e és acompanhado por uma banda sonora que vai mudando conforme o progresso, encaixando-se no ambiente à frente dos teus olhos perfeitamente.

Planet Alpha já está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One e na Steam para PC.

Conclusão da Análise
Planet Alpha é para o tipo de pessoa que vai para jardins, sem objectivo nem propósito excepto para passear.
5.0
Tas a ver como um critico de vinho é especifico quanto a sua qualidade de bebida? Ok, eu não tenho nada haver com isso.