Existe um jogo de tabuleiro que, embora lhe sejam atribuídos vários nomes, tem como denominador comum (O) Lobo. O jogo consiste em descobrir quem é o lobo dentro de um grupo de jogadores que representam uma aldeia. Aldeia esta que quando adormece, fica sem um dos habitantes pois este foi assassinado. É com este conceito que a Kemco, fã do jogo, decidiu trazer uma vertente do Lobo (ou nome que tenham costume de atribuir) ao mundo dos videojogos, sob o nome Raging Loop.

Raging Loop é uma visual novel centrada em horror psicológico, onde encarnamos Haruaki Fusaishi, um jovem que dá por si perdido na floresta durante uma viagem de mota. Após se ter desencaminhado, encontra uma aldeia chamada Yasumizu, completamente isolada da civilização.

Passando uma breve introdução a cada uma das personagens que habita a aldeia, somos introduzidos ao famoso Banquete. O nosso trabalho passa por descobrir quem são os Lobos. Estes lobos representam uma figura folclórica, sendo acompanhados de mais quatro animais como guardiões do submundo. A diferença entre o Lobo e os restantes é que O Lobo se chateou e decidiu soltar vários lobos que durante o dia são aldeões, cabendo-nos a nós descobrir quem é quem.

Sempre que morremos voltamos ao início, o que é normal num videojogo deste género. Não é normal sermos obrigados a morrer para podermos progredir na história. Daí o nome do jogo, Raging Loop (Loop significa ciclo). A repetição é um fardo para o jogo, forçando-nos a repetir os mesmos cenários vez após vez.

Raging Loop Nintendo Switch Kemco PlayStation 4 Steam PCRecomeçando na mota, possuímos ainda as memórias anteriores à nossa morte, utilizando as mesmas para evitar que cometamos os mesmo erros.  Algo que alivia parcialmente esta repetição é a personalidade de Haruaki, um cínico que recorre ao humor para quebrar o gelo em várias situações, o que torna a jogabilidade mais leve, pela maneira como o mesmo encara o panorama.

Com bastante intriga à mistura, iremos questionar e divagar entre os aldeões. Entre estes aldeões teremos a personificação dos outros guardiões, cada um com um trunfo que nos assiste na resolução dos crimes. Teremos os macacos, sendo estes dois, cada um sabe a identidade do outro. O corvo, que nos dirá se o falecido era um lobo ou um humano. A cobra que consegue descobrir pelo nome de uma pessoa, se a mesma é um lobo ou um humano, e, por fim, a aranha protege alguém de ser atacado pelos lobos na noite que se segue.

Temos ainda uma grelha que retrata os acontecimentos (passados e futuros), permitindo-nos analisar de forma geral o trajecto que percorremos e os cenários que ainda temos de concretizar.

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As ilustrações estão óptimas, captando na perfeição o contraste entre a aldeia pacata de Yasumizu e a terrível noite assombrada pelos lobos. Existe, no entanto uma falta de diversidade que impede o jogador de se imergir mais na experiência. Como por exemplo passarmos uma tarde a arranjar uma mota e tudo o que vemos é uma imagem, nada mais, nada menos. Mais cutscenes seria o ideal para o ritmo do jogo não estancar tão facilmente.

Raging Loop já está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4 e na Steam para PC.

Conclusão da Análise
Repetitivo
6.7

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