Nem todas as sagas começam com o pé direito. Algumas começam tão mal que acabam por morrer à nascença, enquanto outras se demonstram de imediato um sucesso com a comunidade. Bom, Ride entra no meio destes extremos: uma saga que, com calma e assertividade, se foi consolidando como o simulador de motas predefinido, corrigindo as falhas das iterações anteriores e tornando-as em pontos fortes.

Ora, para os que, como eu, nunca conduziram uma mota, qualquer jogo que inclua a condução das mesmas terá uma dose extra de tempo para a adaptação à capacidade de manobra. Dado que grande parte do movimento provém dos pneus, terão de trabalhar mais com o handling do que com a aceleração e travagem, embora estes também tenham peso no desempenho.

Ride 4

Algo que me incomodava nos títulos anteriores era a falta de consistência na condução. Cada curva acabava por ter uma sensação diferente, o que foi fortemente corrigido em Ride 4, com a Milestone mais uma vez a concretizar objectivos positivos no jogo.

A IA é sólida, sendo que não nos facilita a vida, e com o contacto entre pilotos também melhorado, acabamos por estar sempre a olhar “por cima do ombro” com maior atenção para que as nossas hipóteses se mantenham o mais optimistas possíveis.

Aliado à atenção refinada da IA, temos ainda desgaste dos pneus e consumo de combustível em corridas de longa duração, algo que requer o máximo de concentração do jogador para que não arruinemos uma corrida por mera distração. Estes eventos podem durar entre 20 minutos a 24 horas reais. Será uma tarefa hercúlea, mas pelo menos temos pit stops completamente animadas para nos encher o serão.

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Ride 4

Tendo isto em conta, acabamos por perceber que existiu aqui uma balança para equilibrar o que já era decente (e evitar que se estragasse) e incluir melhorias que não perturbassem o que já era óptimo. Com um handling refinado, maior variedade de motas e pistas, conseguiram ainda uma proeza maior que as anteriores: colocar visuais da nova geração na actual.

Ride 4 é, para todos os amantes de motas, uma delícia para os olhos. Com detalhes surreais em cada mota, tornando-a única e imediatamente reconhecível à distância, é impossível não atribuir o devido mérito à Milestone, cujas motas e pistas escalaram a um nível impressionante em termos visuais.

Ride 4

Relativamente às pistas, temos agora a possibilidade de correr nas mesmas com um ciclo dinâmico tanto na hora do dia como na estação do ano. Isto é algo que não verão no modo carreira. Estas alterações dinâmicas apenas decorrem em eventos de longa duração ou corridas personalizadas pelo jogador com as respectivas definições.

O online acaba por manter o mesmo registo, com uma lista de eventos para nos inscrevermos, o que acaba por desiludir dadas as possibilidades das funcionalidades online que podiam ser implementadas.


E tu, já experimentaste Ride 4? O que achaste?

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