Foi a 17 de Dezembro de 1987, que o videojogo Rockman teve o seu lançamento através da Capcom. Criado para trazer a qualidade das Arcades às nossas casas, Rockman, um simpático robô azul, apresentou-nos uma jogabilidade refinada com grafismos absolutamente fora de série para o seu tempo. O mesmo, utilizava técnicas completamente ousadas nesta época, tais como a utilização de camadas de sprites, cada ecrã ser um mini-nível (pelo que é frequente termos escadas nos cenários, e o confronto de um Robot Master ser à porta fechada), mas o jogo ainda foi mais longe, pois pela primeira vez, o jogador podia decidir o rumo da sua aventura.

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A história do jogo é muito simples, Dr. Light e Dr. Wily, foram os responsáveis por criar uma nova gama de robôs industriais, com o intuito de ajudar o homem a desempenhar funções complexas e fora do seu alcance. No entanto, Dr.Light foi quem recebeu os prémios e as distinções, criando um misto de inveja, frustração e loucura em Wily. Passam-se alguns meses, e Wily reaparece acompanhado dos Robot Masters criados por Dr. Light, mas estes foram reprogramados para conquistarem o mundo. Rock, o irmão de Roll, um robô criado para ser assistente de Dr. Light, pede-lhe para ser convertido num robô de combate, para parar o Dr.Willy. E assim surge Rockman! O jogador controla o seu destino até ao confronto final com Wily, sendo que pelo caminho vai combatendo os seus irmãos e assimilando as suas armas. Uma mecânica absolutamente genial e única, que como deves saber, é reconhecida como a sua principal imagem de marca.

Numa altura em que falamos tanto em dificuldade nos videojogos, Rockman, tinha o equilíbrio perfeito entre jogabilidade e frustração. Não existindo aquele síndrome de ser difícil por ser difícil, tal como vimos com Castlevania, ou até Cuphead muito recentemente, recompensando o jogador face às suas acções e castigando quem não assimilava as suas regras. Eu acho realmente interessante, o facto de como o jogo no primeiro nível da Wily Fortress, coloca à prova tudo o que aprendemos, criando uma sensação de orgulho e satisfação, mas derrubando-a logo de seguida por completo quando encontramos o infame Yellow Devil.

Rockman

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O level design embora ainda embrionário face ao que se iria mostrar nas futuras entregas, foi orquestrado até ao mais ínfimo pormenor! Chegando mesmo o seu criador, tanto a estudar outros jogos, como a fazer cálculos dos passos e da velocidade de corrida que o Rockman demorava até ao final de um nível.

Devido às suas mecânicas e simplicidade, o jogo também estava sempre pronto a ser jogado. Tanto que mesmo passados estes 30 anos, e de recentemente ter terminado a sua aventura na colectânea Megaman Legacy Collection, chego à conclusão que não envelheceu nem um bocado, e atenção estamos a falar de um jogo dos finais dos anos 80! Dotado de um grafismo fantástico, quer em Rockman quer nos outros robôs, variado, colorido e simbólico quanto às suas localizações.

O som também teve o seu mérito, não só por criar melodias incrivelmente complexas e ambientadas na simbologia para cada Robot Master, mas também por produzir algumas das mais conhecidas dentro deste universo e industria.

Rockman

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Super Mario Bros. pode ter celebrizado o género de plataformas, mas foi Rockman que sem sombra de dúvidas transformou e elevou a fasquia do género a expoentes ousados e ambiciosos. Níveis com várias elevações e topografias, integração de armas, animações com variedade, e até uma barra de vida nos mesmos e na personagem, foram os condimentos que apimentaram e refinaram uma experiência, que mesmo sendo um sleeperhit na altura, quem jogava ficava absolutamente encantado, e como sabem a sua popularidade explodiu com a sua segunda parte.

É realmente assombroso, ver o que um grupo de apenas seis pessoas Mega talentosas (pun) conseguiu produzir. Estas, não só conseguiram trazer frescura e elevar a barra de exigência, como criaram um ícone responsável por representar uma indústria, todo o tipo de merchandise e várias encarnações do mesmo durante décadas.

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