Nada chega a ser tão bom como os jogos clássicos. Sejam jogos de tabuleiro, videojogos ou simples brincadeiras de rua com amigos, há coisas que nos marcam para a vida, maioritariamente no bom sentido, claro. É com esta introdução que quero começar a falar de um videojogo que foi buscar um pouco da era clássica e aplicou-a à tecnologia actual do Gaming. Com isto, vou falar-te da experiência que tive com o videojogo de realidade virtual, Space Pirate Trainer.

Lê Mais:  Worten Game City | Todos Os Jogos Confirmados Pela PlayStation Para A Cidade Do Gaming

Um videojogo digno do seu género

Desenvolvido pelo I-IllusionsSpace Pirate Trainer é nada mais do que um videojogo Arcade-Shooter, com características similares a Space Invaders e a Galaga. Se ainda não conhecias estes dois clássicos, faz um favor a ti mesmo/a e dá uma olhada.

As mecânicas são bastante simples: aponta, dispara, desvia-te e sobrevive. Contudo, os inimigos vão fazer de tudo para que nada disso aconteça, disparando contra ti com agilidade e sem piedade!

Há de tudo aqui, desde simples bolinhas de parafusos inocentes a enxames de robôs mísseis, prontos a ir contra ti, ou verdadeiras bestas que não conseguem conter os tiros.

Sempre que um projéctil inimigo estiver quase a acertar-te, o tempo abranda, dando-te a chance de te defenderes ou desviares

O videojogo funciona por waves (ondas), sendo que as primeiras 5 servem perfeitamente de tutorial. Entretanto, a partir da wave 5 já começas a suar um pouco, e na wave 10 já choras pela tua mãe. Contudo, pouco a pouco vais entendendo o comportamento de cada robô e acabas por descobrir novas técnicas.

Lê Mais:  E3 2019 | As Novidades Apresentadas Para VR

As armas

Ao nível de armas, estas estão reduzidas a duas opções: pistola e escudo. Mas isto não significa nada! As armas têm possibilidade de serem trocadas para outras, utilizando os analógicos, algo que vi funcionar extremamente bem.

Para além dos analógicos, os botões dos comandos também servem para trocar rapidamente entre projécteis

No que toca à pistola, esta contém 6 tipos diferentes de projecteis, cada um com a sua própria característica, mas atenção que alguns podem consumir energia mais rapidamente do que outros. Embora tenhas esta gama de opções, é sempre bom saber a altura certa para usar cada estilo. Eu cheguei a aprender da forma mais difícil, “jantando” tiros de todos os lados;

Imagem oficial
Lê Mais:  Eurogamer Portugal Fest 18 | Um Evento Competitivo E Recheado de Memórias

O escudo é aquela ferramenta sagrada que salvou-me inúmeras vezes, e que agora não consigo ficar mais do que 30 segundos sem a usar. Para usares o escudo, basta fazer um movimento com um dos comandos (ou os dois), como se fosses tirar uma espada detrás das tuas costas. Embora pareça estranho, é algo bastante natural de fazer. Contudo, este escudo não é muito inocente, pois ele contém uma outra forma: um chicote eléctrico! Ao mudares para o chicote, podes agarrar os inimigos e arremessá-los, algo muito útil para batalhas 1 contra 1.

Os modos de jogo e Leaderboards

Existem no total 4 modos de jogo, em que cada qual faz uma modificação geral na experiência de jogo. No Arcade, tens três vidas e direito aos slowdowns de tempo, porém, no modo Hardcore isso é retirado completamente, elevando bastante o nível de dificuldade. Contudo, se achas que tudo está a ser difícil, existe ainda o modo Explorer e também o modo Clássico. No modo Explorer terás direito à regeneração de vida, o que te felicitará bastante a partida. Já no modo Clássico, todos os projécteis inimigos ficam lentos, dando-te mais do que tempo suficiente para escapar.

Para Space Pirate Trainer ser digno de um verdadeiro videojogo de Arcade, tinha de conter um sistema de Leaderboard. E isso não ficou esquecido aqui! Se és daquelas pessoas que gosta de ver o seu nome nas tabelas, como o melhor jogador com melhor pontuação, então este videojogo é para ti. As Leaderboards tanto podem ser consultadas dentro do videojogo como também no próprio site.

Apresentação e Banda sonora

Imagem oficial
Lê Mais:  GRIS | Análise

Space Pirate Trainer apresenta um bom grafismo, com vários efeitos visuais. No que toca à versão Oculus Quest, este sofre um ligeiro downgrade visual, para compensar o processador interno do Headset. Ainda que não seja muito notória a diferença, o background por outro lado deixa muito a desejar. Contudo, na minha modesta opinião, a versão do Quest torna-se numa das melhores escolhas para jogares, tanto pela liberdade de movimento que o Headset te dá, como também pela rapidez com que podes começar a jogar, sem estares a ligar PC’s e cabos.

Por fim, no que toca à banda sonora, esta está muito bem conseguida, com vibes e batidas dignas de um videojogo Arcade. Criada por James Marvel , ABIS e narrado pelo MC Mota, a banda sonora completa pode ser apreciada aqui, gratuitamente.

Disponibilidade

Space Pirate Trainer está disponível na Steam VR, Windows Mixed Reality, PlayStation VROculus Rift / Rift S / Quest.