Os videojogos atravessam uma era definida pela complexidade e a capacidade de desafiar um jogador. Até mesmo um jogo como Minecraft requer o mínimo de percepção e raciocínio para conseguirmos alcançar o fim do jogo. Ora, Stranded Sails – Explorers of the Cursed Islands adopta uma postura intermediária, no sentido em que promete um jogo simples, e transforma-o em algo demasiado complexo.

A Lemonbomb Entertainment, equipa alemã composta por cinco elementos (mérito aos mesmos) apresentou Stranded Sails como uma aventura de exploração com agricultura pelo meio, e de facto é, mas perde-se nos detalhes.

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Por culpa de uma tempestade, a nossa personagem (juntamente com uma tripulação) naufraga num arquipélago desconhecido, despoletando um processo de sobrevivência e pseudo-colonização. Durante este processo de sobrevivência existe um sistema de energia (péssimo). Percebo que o foco seja a simulação de uma vida no campo mas será sempre relativo calcular a capacidade física de qualquer jogador, pelo que creio ter sido a estratégia errada neste campo.

Sendo esta energia limitada, a nossa exploração seguirá o mesmo rumo, ou seja, muito curta. Ao início, dada a escassez de comida (pela falta de recursos), menos maneiras ainda teremos de repor a energia, pelo que nos teremos de contentar com passadas pequenas.

Algo em que Stranded Sails acerta, é o equilíbrio entre o trabalho que investimos no nosso espaço, e a possibilidade de explorarmos cada vez mais. Visto que quantos mais recursos tivermos, mais facilmente nos desenrascamos à deriva, saindo preparados com o saco cheio de comida.

Stranded Sails

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Falando em comida, teremos direito a um chef no nosso acampamento, mas se quisermos comer algo teremos de o fazer. Além de sermos nós a fazer a nossa comida, teremos de a fazer a partir de uma receita. Sendo que estas são incrivelmente difíceis de dominar, aliando ao crescente número de ingredientes, dei por mim a atirar 841 maçãs, juntamente com 170 cenouras para conseguir algo comestível (hipérbole obviamente, mas percebem a ideia).

Embora o início do jogo seja mais lento, à medida que o nosso espaço cresce, vamos também conseguindo feitos maiores. Pelo que é possível sentir a evolução no nosso personagem. Isto permite-nos salvar cada vez mais tripulantes que tenham naufragado, criando uma sensação de accomplishment. Estes tripulantes não vos irão acompanhar em viagens. No entanto irão contribuir para o vosso acampamento, construindo estruturas e decorando da melhor forma, de forma a retribuir o favor que lhes fizemos.

É aconselhável que criem o máximo de comida possível, pois independentemente de onde se encontrem, se chegarem ao limite de fome, serão transportados para o vosso acampamento independentemente de onde se encontrem no mundo (yup).

Em termos visuais encontramos uma palette de cores diversificada. Caso tenham jogado Dragon Quest Builders II irão sentir-se em casa, pois tanto o estilo artístico como o detalhe gráfico remetem para DQB. Não é um peso pesado do detalhe visual mas para o que se propõe a fazer, alcança, e isso é o suficiente, mantendo estabilidade na framerate. Aliada a estes visuais encontramos uma banda sonora alegre e calmante.Stranded Sails

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Stranded Sails apresenta-se como um jogo pacífico. No entanto, será necessário combater numa fase final do jogo de forma a concluir certas missões que nos irão destacar. Este combate será completamente desproporcional ao jogo, além de aparecer tarde, não teremos qualquer preparação para o sistema de combate. As mecânicas em si são razoáveis, não exagerando nos efeitos nem nos movimentos. Não posso no entanto, deixar de salientar o quão descabido este sistema se apresenta perante o jogo.

Stranded Sails já está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One e na Steam, Humble Store e GOG para PC.

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