Conhecido como Street Fighter Zero 2 e lançado originalmente em 1996 para as Arcadas, Sega Saturn e Sony Playstation, Street Fighter Alpha 2 é a sequela da origem desta lendária série da Capcom.

Em Street Fighter Alpha 2, voltamos a encontrar os nossos guerreiros mundiais durante a sua juventude. Enquanto que Ryu, Ken e companhia, recebem os seus regressos aguardados à franquia, como Dhalsim e Zangief, outros lutadores também preparam-se para pisar as perigosas lutas de rua. Possivelmente a maior das estreias nestes ringues, é Sakura Kasugano, a auto-intitulada fã n.º1 de Ryu, que também é aluna no ‘dojo’ do Dan. Rolento vindo a série da Capcom, Final Fight, Gen, Adon e Birdie do jogo de 1987 também marcaram aqui a sua “estreia”.

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Este foi também o primeiro capítulo onde Akuma, deixou de ser uma personagem secreta e teve um papel com mais impacto na história. Canonicamente Street Fighter Alpha 2, é muito difícil de se inserir na linha da franchise, pois enquanto este é naturalmente uma sequela de Street Fighter II, em alguns casos até quase parece a sua versão alternativa. O jogo até vai mais longe, e faz homenagem aos míticos cenários do filme animado de Street Fighter II, onde nos quais Ryu e Ken lutaram contra M. Bison e Ryu contra Sagat.

Muito resumidamente, a sua história é muito simples. Depois de Ryu ter lutado contra o imperador (Sagat), este atinge muita notoriedade. Enquanto que Sakura anseia por um duelo e um autógrafo do seu ídolo, das sombras, Shadaloo e Akuma, o irmão do mentor de Ryu, assistem às suas lutas desejam um confronto até à morte contra o guerreiro japonês.

Naturalmente, outras personagens como Ken e Chun Li, também apresentam motivações, pelo que ao espreitarmos os seus primeiros capítulos no jogo, verificamos que as rotas e consequentemente os seus desfechos são diferentes. Desta feita, ao passo que o adversário final de Chun Li é M. Bison, o de Akuma é Gen. Penso que este rumo é muito interessante na narrativa deste jogo, pois não só imprime desfechos e rumos mais interessantes, como curiosidades sobre a lore da história e desenvolvimento dos personagens. Infelizmente hoje em dia assistimos cada vez mais à gradual extinção deste efeito.

Tecnicamente Street Fighter Alpha 2 é um sonho!

Pincelado e assente com base no seu primeiro episódio, este último a razão porque muitos não deram a Street Fighter Alpha 2 uma hipótese na altura, visto que o mesmo saiu uns meses depois de Street Fighter Alpha. Graficamente, os sprites continuam aqui a apresentar um enorme detalhe, os cenários deixaram de ser estáticos, e as ‘interfaces’ como os menus foram melhorados, e felizmente, estas permaneceram com aquele icónico tipo de letra arredondado bem característico da saga. No departamento das animações,  passados mais de 20 anos, as mesmas continuam a surpreender. Estas de tão dinâmicas que são, quase nos deixam ouvir Dan a gritar na sua abertura! No entanto, é no departamento sonoro que Street Fighter Alpha 2 se destaca, quer nas suas sequelas como nos jogos de combate.

As melodias (na sua maioria remisturadas), transportam-nos imediatamente para uma era onde tudo era mais dinâmico e muito mais simples. Temas icónicos como o tema de Ryu, ou do Zangief receberam uma nova pintura, mais vigorosa, enquanto que estreias como o tema da caverna de Akuma ou do eterno quintal nas traseiras na casa de Sakura, foram trechos que se tornaram autênticos clássicos.

Street Fighter Alpha 2

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Respeitante à jogabilidade, este título usou essencialmente os pilares da sua prequela. No entanto, temos novas mecânicas como os Alpha Counters, que mais fáceis de executar a troco de um nível de barra de Super Combos, podem colocar-nos novamente em combate perante uma derrota certa. Apenas estreias como Custom Combos foram as maiores novidades deste título, que a troco de um pouco de barra de poder, permitia ao jogador  desencadear vários golpes em sucessão. Como todos sabemos esta mecânica foi vista e revista na terceira parte da franchise.

Se ainda não jogaste Street Fighter Alpha 2, ou ao seu terceiro e conclusivo capítulo nesta linha temporal, deixo o meu apelo para o fazeres. Carisma sem paralelo, quer na sua banda sonora quer no seu grafismo, jogabilidade simples mas desafiante, e uma identidade muito própria, são elementos mais do que suficientes para solidificar a minha escolha em considerar este um melhores jogos Street Fighter.