Aqui no Squared Potato já visitámos um dos videojogos mais conhecidos de umas das consolas mais populares do nosso país: Streets of Rage para a Sega Mega Drive.

Um Beat ‘em Up que tentava ser um videojogo estilo Final Fight e que conseguiu ficar mesmo muito perto desse objectivo. No entanto, parecia mais um Golden Axe que se passava na cidade. Não que isso seja mau; aliás, o videojogo era extremamente competente naquilo que tentava fazer, e era bem melhor que a palhaçada que a Capcom fez ao Final Fight nos primeiros ports para a consola caseira.

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Mas isso mudou com a sequela… E dizer apenas “mudou” é dizer pouco. Vamos falar do videojogo que nunca saiu da cabeça daqueles que o jogavam nos anos 90. Até mesmo aqueles que nunca mais pegaram num gamepad desde aquela altura (também me pareceu ver aquilo na TV por cabo há uns anitos atrás…). Estou a falar do videojogo favorito dos portugueses para a Mega Drive: Streets of Rage II!

O videojogo segue o final normal da 1ª entrada. Apesar dos esforços dos protagonistas, o Sindicato foi reestabelecido e está mais forte que nunca! Pior ainda, Adam foi raptado e aprisionado pelo grupo criminoso. Enredo mais clássico de filme de pancadaria que este não há!

Streets of Rage

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Juntando-se a Axel e Blaze, temos agora Adam e Skate no leque de personagens jogáveis. Adam é um wrestler brutamontes com foco em ataques fortes. Skate, irmão mais novo de Adam, é extremamente veloz e faz vários truques com os seus patins. Ele também é a única personagem capaz de correr (neste caso, patinar) nesta entrada. Estes recém-chegados oferecem um leque de escolhas de jogabilidade ainda maior e mais variado do que foi oferecido anteriormente.

Outra mudança que é logo perceptível é a mudança do ataque especial. Em vez de ser algo como a magia de Golden Axe ou o ninjutsu de Shinobi, temos acesso a um ataque super poderoso que gasta grande parte da nossa barra de vida. Algo mais indicado para este brawlers de rua.

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O aspecto geral também levou uma pincelada valente em cima. Os níveis são ainda mais variados e contendo temáticas mais diversas. A minha parte favorita é logo no início do videojogo, quando andamos à porrada dentro do bar com todos os seus clientes. Culminando numa luta nas traseiras à chuva com o bartender. A arcada também tinha a sua piada, com máquinas do Bare Knuckle (o nome da versão japonesa do Streets of Rage) que nunca existiram na verdade nessa capacidade… Mas a mais notável era mesmo a atracção do parque de diversões focado em alienígenas. Será que estávamos à luta apenas com um mecanismo ou era mesmo um extraterrestre…? Ainda hoje tenho as minhas dúvidas.

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No ecrã já temos acesso ao nome e à vida dos nossos adversários. Característica que nunca deve faltar num videojogo deste género. Todas as personagens têm desenhos maiores e mais detalhados. Se compararmos com a versão de arcada de Final Fight, vemos que na verdade não são assim tão grandes quanto isso. Mas eles enganam mesmo bem!

Peço desculpa por estar constantemente a usar este videojogo da Capcom como comparação, mas quem jogou estes dois videojogos percebe porque tal coisa é inevitável. Até agora parece que os dois estão em pé de igualdade, não é? Nem por sombras! É na jogabilidade e na música que o joguito do universo do Street Fighter é arrastado pelo chão.

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Ao contrário da monotonia que tem a tendência em se criar no concorrente, a oferta da Sega é um mel de se jogar! Principalmente com um amigo. Não é por acaso que um bom número de gente o considera um dos melhores videojogos já feitos. O som, responsabilidade do grande Yuzo Koshiro, é o epítome do que a Mega Drive consegue reproduzir. Capaz de calar a malta da Super Nintendo demasiado pegada às suas bandas sonoras orquestrais.

Hoje em dia, portes fiéis de arcadas são dados como garantidos, mas na altura era mais complicado devido às limitações tecnológicas (a nível de preços). Era com o videojogo de Mega Drive mais popular de Portugal que tínhamos a experiência dos salões de jogos no sofá da sala de estar.

Esta experiência toda fez-me lembrar que não gosto assim tanto de elevadores quanto isso … Eu culpo o Rolento.

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