the Legend of Zelda: Link’s Awakening é uma entrada bem especial na série de Legend of Zelda.

Foi o primeiro videojogo da franquia no Game Boy e consequentemente o primeiro Zelda de muita gente (o meu também), fruto da enorme popularidade da consola portátil.

Foi lançado primeiro em preto e branco (ou esverdeado escuro e esverdeado claro) e mais tarde a cores no Game Boy Color.

O jogo começa com a reencarnação de Link, de Link to the Past, a navegar os sete mares à procura de novas aventuras quando, graças a uma tempestade, é naufragado e vai parar à llha de Koholint, onde se passa esta história.

Uma terra muito peculiar que libertou a série do seu molde mais fechado e nos trouxe os elementos mais estranhos e inventivos que actualmente ainda associamos à série.

E, claro, o novo remake que chegará à Nintendo Switch, e que tivemos a oportunidade de experimentar graças ao bem apreciado convite da Nintendo Portugal, segue esta mesma ideia.

Pessoalmente, no que se trata de videojogos bidimensionais de Zelda, tenho memórias mais fortes com os Oracle, Minish Cap e, claro, o meu favorito: Link to the Past.

Ao contrário de muitos, a ideia de fazer um remake conservador do Awakening foi-me um pouco indiferente (principalmente quando tudo indica que vai custar o mesmo que um jogo de caixa normal de Switch) e essa opinião manteve-se trailer após trailer.

Mas, depois de ter tido a oportunidade de experimentar o jogo, fiquei muito mais aberto a esta ideia. Sim, a jogabilidade, salvo algumas melhorias da interface dos botões, é exatamente a mesma.

Link's Awakening

Mas a realidade é que a gameplay clássica de Zelda é, ainda hoje, excelente, e rapidamente fiquei colado ao jogo.

Ao longo da partida fui relembrando do que se tinha de fazer e muito rapidamente o tempo foi passando com o quão entretido fiquei a resolver as pequenas demandas iniciais. Acabei um pouco chateado quando a demonstração terminou, pois estava prestes a entrar na primeira masmorra, ficando a desejar um pouco mais.

O estilo artístico e gráfico foi outra coisa que consegui apreciar melhor numa TV à minha frente, em vez dos pequenos vídeos de Youtube.

É simplista e muito limpo, com o objetivo claro de imitar os pequenos sprites charmosos do Game Boy, que não vai impressionar ninguém. Mas não me deixou de fazer sorrir um bocado quando vi novamente os habitantes desta ilha nos seus modelos tridimensionais.

Contudo, existe uma redução de frames, mais especificamente no mundo exterior, baixando para uns 30 frames, ao invés dos 60 presentes, dentro de casa. Claro que, não se tratando da versão final, espero que hajam melhorias neste sector a tempo do seu lançamento.

Ainda é cedo para fazer uma análise completa, se o remake é indicado ou não para um público mais generalizado.

Mas acho que já posso garantir que se tu tens alguma ligação nostálgica a Link’s Awakening vais passar aqui um bom bocado.

E é muito provável que vá servir muito bem para acalmar o teu bichinho do Zelda, enquanto todos nós esperamos ansiosamente pela sequela de Breath of the Wild.

The Legend of Zelda: Link’s Awakening vai estar disponível a partir do dia 20 de Setembro, no mesmo dia em que a recém-anunciada Nintendo Switch Lite será lançada.