Recentemente, dei-te a conhecer o novo videojogo do mesmo criador de Deadly Premonition, e hoje trago-te nada mais nem nada menos do que a sua análise! Desenvolvido pela Arc System Works e distribuído pela White Owl Inc., este é um jogo de puzzles e plataformas com um tom obscuro e focado numa interactividade onde a lógica é surpreendentemente válida.

História

Para os fãs dos jogos de Swery, este é mais um grande videojogo a não perder! Saído do imaginário de Hidetaka Suehiro (SWERY), este é um jogo onde a história tem os seus twists, as suas pistas, o seu tom sombrio e obscuro, e onde o jogador está constantemente a questionar-se sobre o que realmente está aqui em causa. Swery deixa-nos sempre mais curiosos a cada passo, a cada nova revelação, apesar do ritmo melancólico de The Missing.

Neste jogo interpretamos o papel de J.J, uma personagem que se depara com o desaparecimento de alguém que lhe é muito querido. Emily, desapareceu durante uma noite de tempestade, enquanto acampava com J.J no meio de uma floresta. Sem sinal do paradeiro de Emily, J. J entra em pânico, inconsolável. É então que começa a sua busca interminável pela amiga, neste mundo distorcido e macabro, que parece saído dos nossos pesadelos.

Ao longo das nossas buscas, vamos recebendo mensagens antigas trocadas no nosso telemóvel, o que nos faz subir a tensão, e nos revela o passado e presente destas personagens. Contudo, não recebemos só mensagens antigas, temos uma certa ajuda de um amigo imaginário, que tenta mantermos-nos sãos, e cuja única forma de comunicar connosco é esta. Assim o jogador mantém-se constantemente desperto, na expectativa de tentar descortinar o que realmente se está aqui a passar. E mais não digo, para não estragar as surpresas.

Jogabilidade

The Missing

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The Missing é o tipo de jogo que te parte todo, completamente! Isto, não só pelos quebra-cabeças interactivos que tens de resolver para progredir, mas também porque a chave reside maioritariamente em sacrificares partes do corpo da personagem, e as utilizares de formas engenhosas. Macabro? Deveras! No entanto, é sempre possível regenerares o corpo da personagem com a determinação que J.J tem por reencontrar Emily.

Entre partir o tronco cerebral e de repente veres o mundo numa nova perspectiva, e seres uma cabeça ambulante que se agarra às paredes como um pega-monstro.. várias são as lógicas aqui empregues, que conferem a este jogo um certo charme e um o seu humor negro tal que encanta o jogador. Contudo, este poderá revirar o estômago dos jogadores mais sensíveis.

Visual

Claro que a arte aqui acaba por atenuar um pouco este efeito por ter um tom mais suave e polido. Contudo é de se tirar o chapéu ao ambiente aqui criado e aos aos conceitos visuais de certas criaturas aqui pertinentes. O videojogo para além de ter um aspecto que parece saído dos nossos piores pesadelos, detêm um cenário interactivo o suficiente para te surpreender. É certo que em muitos jogos não estamos à espera que a lógica do mundo real acabe por servir-nos tão bem.

The Missing

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A minha única manha com este jogo é mesmo os controlos. Primeiro ponto: no port da Nintendo Switch temos um mapa de botões ao estilo da PlayStation. Ou seja, o botão B serve para aceitar e o A para voltar para trás nos menus. Outro ponto e este sim é que é um pouco grave: as animações são longas e arrastadas. É certo que até é de valorizar darem-se ao trabalho de nos fazer ver a personagem a rodar completamente no chão quando esta muda de direcção em posição de deitada… mas isto não é prático para o jogador, e arrasta demasiado o suspense que deduzo que pretendiam criar. Outra é que, uma vez carregado o botão para te agachares, tens de vê-la a colocar-se em posição, e se depois quiseres voltar para cima, tens de clicar no botão de saltar. Caso contrário terás de vê-la a deitar-se e a voltar a agachar-se antes de voltar à sua posição original. A little too much, no?

Som

A banda sonora de The Missing, procura alimentar a experiência do jogo com o seu tom. Esta sabe dosear bem a nossa adrenalina, marcando um ritmo mais apressado e rude nos momentos em que corremos risco de vida, conseguindo mesmo disparar o coração. No entanto quando nos deparamos com cenários por resolver, ouve-se ao longe uma caixinha de música a rodar continuamente que não larga o suspense.

The Missing: J.J. Macfield E A Ilha Das Memórias já está disponível para PlayStation 4Nintendo SwitchXbox One e na Steam para PC.