Vou-te ser muito sincero, podia dizer que The World Ends With You: Final Remix é mais um port directo da versão original da Nintendo DS, lançada em 2007. Contudo estaria a mentir, pois este videojogo é um Port de outro Port, feito em 2012 para dispositivos iOS, chamado de The World Ends With You: Solo Remix. Mas é isto que faz desta versão, criada para a Nintendo Switch, um mau videojogo? Continua a ler e fica a saber a minha conclusão acerca deste RPG!

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Caso ainda nunca tenhas jogado The World Ends With You eu passo a explicar-te um pouco da história:

O teu nome é Neku, e acordas no meio da famosa passadeira em Shibuya. Sem memórias de como foste lá parar, reparas que recebeste uma mensagem estranha no teu telemóvel. Esta instrui-te a realizares uma missão, caso esta não seja concluída em X tempo, a tua existência será apagada! Contudo, para dar uma espécie de pressão psicológica, a contagem de tempo é projectada na mão de Neku. Com isto, apercebes-te que estás no meio de um “jogo” que envolve a vida e a morte dos participantes do mesmo. Um jogo no qual o teu objectivo é sobreviver durante 7 dias, data em que este “jogo” terminará.

The World Ends With You: Final Remix

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Contudo, tu não estás sozinho. Criaturas conhecidas como Noise predominam em Shibuya, e cabe-te a ti acabar com elas, ou elas acabarão contigo. Mas não é tudo! Ao longo do progresso vais conhecendo amigos e inimigos, ambos com personalidades únicas cujas suas histórias vão delinear o rumo da tua história. Não quero dar-te spoilers, por isso não te vou contar mais nada. Mas uma coisa garanto-te, durante estes dias, muitas voltas e reviravoltas vão acontecer, e muitos mistérios serão revelados! Parecendo que não, este é o ponto mais forte do videojogo, mesmo sendo algo vindo de 2007, a Square Enix fez um óptimo trabalho em construir esta história!

Os controlos do jogo, são simples. Tão simples que basta usares um Joy-Con para jogares, ou simplesmente usares o ecrã táctil, caso optes por jogar em modo portátil. Contudo, se me perguntares a opinião sobre qual dos dois é melhor, vou-te dizer que depende muito da tua opinião sobre motion controls. Se estás habituado a jogar Splatoon 2, então não terás problemas em adoptar esses controlos aqui, caso contrário, vai pelo ecrã táctil. Mas uma coisa posso acrescentar, se optares pelos motion controls, terás a vantagem exclusiva de poderes jogares com alguém, em modo cooperativo. Neste modo, o teu parceiro/a poderá ajudar-te nas batalhas, o que será uma grande ajuda, pois estas não são lá grande coisa.

The World Ends With You

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As mecânicas normais de jogo são à base de exploração. Shibuya tem várias áreas onde poderás andar, conseguindo interagir com os participantes e objectos. Além disso poderás “ouvir” o que as pessoas em Shibuya estão a pensar, conseguindo recolher informações necessárias para conseguires resolver as missões propostas. A certo ponto, conseguirás introduzir palavras no pensamento de algumas, influenciando os comportamentos delas, bem interessante, não?

A mecânica de batalha simplesmente não consegue satisfazer-me. Espera, talvez não seja bem a mecânica, mas sim a maneira de como executas as ações nas próprias batalhas. Os teus ataques são baseados em Pins, sim, não me enganei a escrever. Aqueles Pins redondos que deves ter na tua mochila, ou que pelo menos já viste em lojas, ditam os teus ataques. Cada um tem o seu próprio tipo de ataque, marca, e maneira de executar, mas este último ponto é um dos que me trás pesadelos à experiência de jogo. Ao tentar executar as acções, como por exemplo, deslizar o ponteiro para os lados, ou até clicar num espaço vazio do ecrã, são um autêntico desastre. Muitas das vezes não consigo realizar estes ataques porque o jogo não reconhece naquele momento. Isto acontece mais quando se joga com os motion controls, mas também há situações especificas em que mesmo no modo portátil há falhas de reconhecimento.

The World Ends With You: Final Remix

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Saindo um pouco das batalhas em si, neste jogo tens a hipótese de ganhares Pins ao derrotares Noise, ou comprá-los em lojas. Estes Pins aumentam de poder ao os usares com frequência, sendo até possível que estes evoluam para algo ainda mais forte. Além disso, como já tinha referido, cada um tem a sua própria marca, o que, dependendo do tipo de moda, estes Pins terão mais ou menos ataque, naquela área especifica em Shibuya. Para além destes Pins, tens ainda a hipótese de adquirir roupas que agem como equipamento que te melhora os stats e dá habilidades à tua personagem.

O videojogo é todo desenhado em 2D, onde há uma melhoria notória em comparação à versão da Nintendo DS. Contudo, existem alguns elementos que mantiveram a sua aparência “pixelizada” de forma propositada, para dar aquele ar de que, apesar de parecer algo renovado, continua a ser um videojogo com 11 anos. Outro ponto que quero apontar é o design das personagens. Estas estão com um traço muito original, mantendo aquele estilo da Square Enix que não engana ninguém.

The World Ends With You

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Mudando agora para o outro ponto, que na minha opinião melhorou em muito a experiência de jogo: a banda sonora. Esta está muito bem composta, até porque foi melhorada pelo próprio compositor Takeharu Ishimoto, criando as versões remix das músicas originais. Sempre que possível tentei jogar com auscultadores ou com um bom sistema de som, pois a música é mesmo assim tão boa. Por isso já sabes, não ignores a banda sonora deste videojogo, ou estarás a perder muito se o fizeres! No que toca às vozes das personagens, apesar de parecerem todas ok, desconfortou-me estar sempre a ouvir as 2 ou 3 variantes de frases repetitivas que estas falavam durante as batalhas, só de me lembrar faz-me sentir mal.

The World Ends With You: Final Remix já se encontra disponível para a Nintendo Switch, Nintendo DS, Android e IOS.

Conclusão da Análise
Interessante
7.5
Um fanático por Nintendo, de nome "Nintendista", que procura mostrar ao mundo o lado mágico da empresa que o acompanhou durante toda a vida.

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