Vou ser sincero, fui um dos infelizes a nunca ter jogado um videojogo do Suda51, mais especificamente os títulos No More Heroes, mas isso não me impediu de pegar este novo título, Travis Strikes Again: No More Heroes, que me deixou com muita curiosidade desde o seu anúncio, em Agosto de 2017.

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Uma coisa me foi logo alertada pela comunidade de No More Heroes, foi que este videojogo supostamente não é algo que segue os passos dos seus dois títulos antecessores. Este, envolve um sistema ao estilo Hack n’ Slash, em que basicamente só tens que aniquilar ondas de inimigos com a tua espada. Tudo isto, envolvendo um posicionamento de câmara dinâmico, que passarei a explicar mais à frente. Dito isto, e apesar do descontentamento por parte dos fãs sobre esta mudança, este jogo não me deixou menos curioso, nem com menos vontade de o jogar.

O videojogo toma lugar quando Bad Man, o Pai de Bad Girl, procura vingança sob o assassino e protagonista deste videojogo, Travis Touchdown, que assassinou a sua filha no título antecessor. Bad Man, invadindo a roulote de Travis, envolve-se numa luta violenta, onde por uma triste coincidência, ambos são apanhados e transportados para dentro de um videojogo de uma consola retro. Contudo, esta consola não se trata de um hardware qualquer.

Chamada de Death Drive, esta consola nunca teve a oportunidade de sair para as lojas. Além disso, só foram feitos 6 videojogos para esta! Mas o que de tão especial poderá ter esta consola? Eu dou-te uma breve informação. Aparentemente, esta consola poderá ser o próximo plot de Dragon Ball, pois uma vez que uma pessoa entre em todos os videojogos e os supere, é-lhe concedido um desejo. Contudo, Travis não tem todos os videojogos, pelo que terá que realizar buscas para conseguir os restantes.

Travis Strikes Again

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A maioria dos inimigos presentes em cada videojogo, são nada mais do que Bugs, e esses podem variar de aparência, bem como em habilidades, à medida que progredimos na estória. Ainda que alguns destes bugs sejam como mosquitos em termos de força e resistência, outros conseguem tirar uma pessoa do sério. Além destes malandros instáveis, estão também presentes os sub-bosses e os Bosses de cada jogo. Estes também têm as suas próprias habilidades, mas claro, os Bosses merecem especial destaque, pois dão-nos a melhor experiência de combate entre todos os outros inimigos.

Uma das coisas engraçadas é a maneira de salvar o videojogo, onde Travis se senta numa retrete pública e “descarrega” os novos dados. Um toque único!

As mecânicas de combate são iguais para todos os videojogos. Dois botões estão reservados para ataques leves e fortes, e os outros dois servem para esquivar e saltar. Contudo é necessário ter-se cuidado, pois a arma tem bateria, e uma vez gasta, é necessário recarregá-la, pressionando o botão analógico, enquanto se agita o comando ou se move o analógico direito para a frente e para trás.

Existem ainda dois outros botões que servem para a utilização de habilidades, sendo que o primeiro está reservado para um ataque especial, que pode ser usado uma vez disponível. Já o outro é o coração de toda esta mecânica, onde uma vez pressionado, tens 4 habilidades especiais à tua disposição. Regeneração de vida, ataques que paralisam inimigos, e bombas explosivas são apenas algumas das habilidades (chips) que vais obtendo conforme progrides na estória, pelo que as podes trocar com outras sempre que quiseres.

Travis Strikes Again

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Como já tinha referido, os videojogos são ligeiramente diferentes, apesar das mecânicas se manterem. Por exemplo, no primeiro videojogo começas com a vista de cima (vista aérea), mas já num outro, a vista torna-se sob a forma lateral (Side Scroll). Contudo isto não se aplica somente à câmara, pelo que também alguns videojogos têm outros extras, como por exemplo a solução de puzzles ou partidas de corridas, etc… . Além disto, não posso deixar de referir as introduções destes mesmos videojogos, que dá a sensação que realmente estamos a jogar algo completamente diferente e old school! Ah, e antes de se jogar qualquer um destes videojogos, é possível ver um folheto do mesmo, com dicas e segredos que nos dão bónus em certos locais! Isto tudo consegue dar um charme único que nenhum outro videojogo conseguiu dar-me.

Outra das coisas boas que gostei aqui, foi a possibilidade de se jogar em modo cooperativo, usando o Bad Man como segundo jogador. Sendo que serve de uma boa ajuda em casos mais complicados.

O que me deixou descontente com este título foram as paredes de texto que surgem cada vez que Travis pega na mota, para ir à busca dos outros videojogos. Apesar do humor ser muito recorrente e de qualidade, existe demasiadas falas, sem nenhuma opção de escolha de acções, o que me deixou a dormir por momentos (literalmente), já no desespero que ver o fim da conversa… É óbvio que podiam ter optado por fazer uma espécie de Text RPG, onde podiamos ter algum controlo no desenrolar da história, em vez de ficar a pressionar no botão tanto ou mais vezes do que os ataques da última sessão de porrada.

Travis Strikes Again

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Em termos de personalização, o videojogo fornece um armário cheio de t-shirts para Travis, para dar aquele estilo que tanto gostas, mas que mal consegues ver enquanto jogas. Enfim, não vou reclamar. Um facto curioso é que algumas destas t-shirts possuem imagens de alguns títulos alheios, como Hollow Knight, Steam World Dig 2, SuperHot, entre outros.

Em termos de performance, o jogo consegue ser algo fluído na maioria das vezes, sendo que em alguns casos há algumas reduções notórias de frames. Além disto, também fui vitima de um pequeno glitch durante uma batalha com alguns dos Bugs, em que fiquei preso no ar, durante a subida num elevador, sendo que tive que sair e voltar a entrar no videojogo. Que irónico!

O estilo gráfico de jogo é muito fora do vulgar, mas agradou-me. Parece coincidir um pouco  com o estilo de Furi.

No que toca à música, quero apresentar a minha grande satisfação perante a banda sonora deste título! Esta combinou muito bem com todo o videojogo, que me pareceu bastante confortante e ao mesmo tempo, algo nostálgica, especialmente durante o boot da consola Death Drive e durante as introduções dos videojogos.

Travis Strikes Again: No More Heroes já se encontra disponível, tanto em formato físico como digital, em exclusivo para a consola híbrida, Nintendo Switch.

Conclusão da Análise
Diferente
6.5
Um fanático por Nintendo, de nome "Nintendista", que procura mostrar ao mundo o lado mágico da empresa que o acompanhou durante toda a vida.

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