Começo por dizer que sou um ávido jogador de Magic: The Gathering e Pokémon: TCG, tanto em versões físicas como digitais, pelo que já ia (pensava eu) bastante preparado para Faeria. Ora, enganei-me.

Faeria é um jogo bastante modesto, não nos tenta convencer com visuais exuberantes nem uma banda sonora épica, resume-se à sua humildade, um tom leve a tocar no fundo, uma palette de cores característica, um jogo simples mas viciante.

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É bastante simples, só temos que fazer com que a vida do adversário chegue a zero, mas como? Pancadaria. Largamos criaturas em campo e atingimos o oponente com tudo o que temos, incluindo feitiços de dano directo.

Conjugando Hearthstone com Carcassonne, Faeria é um jogo onde a sorte conta bastante, mas com destreza pavimentamos um caminho infalível para a glória. O jogo baseia-se na construção de plataformas onde podemos colocar as nossas criaturas, sendo que a cada ronda podemos colocar duas simples, ou uma de uma cor específica. Além destas, no late game (quando a partida dura muito tempo, entra no que chamamos o late game) podemos optar por ter mais uma carta ou mais uma luz (mana).

Através destas plataformas específicas conseguimos invocar as criaturas que quisermos, obedecendo sempre às regras de invocação de acordo com a carta em questão, lançamos criaturas até enchermos as plataformas todas que ocupam o território bélico.

Faeria

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Com inspirações em Magic: The Gathering, existem quatro (cinco com a neutra) tipos diferentes de terrenos, Montanhas, Deserto, Água e Florestas. Tanto podemos jogar com mono decks (constituídos por apenas uma cor), ou combinar diversas cores para termos um leque variado de ataques guardados.

No que toca a jogar em si, temos os famosos modos single player e multi player. Nos modos de um jogador, podemos-nos aventurar no Adventure Mode, onde temos inúmeras missões que nos manterão ocupados até não mais, sendo que podemos completar estes desafios a solo ou com um amigo, o que potencia bastante as horas de jogo pois co-operative é sempre mais divertido.

Em termos de conteúdo, todos os jogadores estão bem servidos, quer sejam introvertidos ou extrovertidos no que toca ao multijogador online. No modo multijogador online encontramos três tipos de jogos, Ranked, Casual e o famoso Versus A.I., sendo que a própria I.A. é bastante desafiante, o suficiente para nos mantermos entretidos durante horas.

Faeria

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A meu ver, o ponto essencial de um videojogo de cartas digital são as cartas em si, ou seja, a maneira como desbloqueamos novas cartas para o nosso baralho, e creio que aqui, a Abrakam SA alcançou um ponto de estabilidade satisfatório. As recompensas que nos são atribuídas são bastantes, sendo que, como costume, vão diminuindo à medida que vamos aumentando o nível. Embora diminuam, nunca cheguei ao ponto de sentir que tinha de gastar dinheiro para não levar uma tareia, o que me convenceu bastante.

Este ponto é sem dúvida o pilar dos videojogos de cartas, a sua sustentabilidade. A forma como a Abrakam abordou este tópico foi notável, interessando-se por quem se interessa neles. Esta ambivalência apenas existe quando os devs se sentem como jogadores. Não é qualquer equipa que se consegue colocar no lugar de um jogador, muitas tiveram os seus olhos transformados em cifrões infelizmente. Um grande bem-haja à Abrakam pela coragem (em ir contra a maré) e equilíbrio que trouxeram à economia de Faeria.

Faeria já está disponível na Steam para PC, Mac e Linux.

Conclusão da Crítica
Democrático
8.4