ATeam17 lançou recentemente Sword Legacy: Omen para PC. Um jogo táctico RPG que trata a lenda do Rei Arthur e que está disponível por menos de 18 euros. Tendo até mesmo recebido alguns prémios em festivais Indie. Os desenvolvedores brasileiros de Firecast Studio e de Fableware Narrative Design tentaram criar uma aventura “muito sangrenta”, na qual lideras um grupo de companheiros, incluindo Merlin, em batalhas por turnos, numa Inglaterra de mitos.  

Sword Legacy

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Homens atacam um castelo na Mércia, e enquanto que os inocentes são massacrados, os valentes cavaleiros resistem com uma princesa que está em perigo, com cadáveres por todo o lado. Uther e Merlin reclamam um com o outro e é assim que começa o jogo após uma longa e aborrecida introdução. Sim, mesmo com tudo isto a acontecer, eles conseguiram fazer que tudo isto fosse bastante enfadonho.

Naturalmente, não espero uma réplica histórica com as descobertas de Geoffrey Ashe ou outros pesquisadores reconhecidos de Arthur. Mas não estou a gostar deste esforço de interpretação “fixe” e “brutal” de uma Inglaterra decadente. Porquê? Porque essa abordagem é má por si mesma! Quem sabe, talvez o Quentin Tarantino poderia tirar algum material daqui. Mas isto, simplesmente dito, é fraco e muito agitado. Como a história é aqui muito importante, e como este é um jogo de interpretação táctica com muitos diálogos e fases de leitura e documentos, a motivação do jogador cai mais depressa que um âncora. 

Sword Legacy

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Não havendo CGI, ou cinematics para “puxar” pelo jogador (por exemplo: os trailers de World of Warcraft), o jogo não compensa em lado nenhum. As personagens não têm voz, tirando os grunhidos de batalha e durante as pausas quando temos um narrador a falar, enquanto vemos ilustrações. Mas isto consegue ficar pior. Depois de três missões, tive que saltar essas mesmas narrações, por serem demasiado repetitivas. Não há humor negro suficiente para uma comédia corajosa, nem paz suficiente para uma épica guerra. 

Este jogo sofre do síndrome de “uma data de motivos e personagens terrivelmente agitadas” numa “Britania” que eu não tinha nenhuma motivação em conhecer. Esta experiência foi para mim, completamente diferente das que vivi com franquias concorrentes como “Fire Emblem”, “The Banner Saga” ou até “Regalia: Of Men and Monarchs”. Mas, como jornalista, tenho que me afogar em pântanos literários, porque muitas vezes descobre-se uma pérola escondida nas profundezas da mecânica do jogo. Então bora lá… 

Sword Legacy: Omen tem muito a oferecer nas batalhas por turnos – não apenas mortes brutais. Até um máximo de quatro companheiros podem lutar juntos, começando com apenas um cavaleiro, mago, ladrão e lanceiro. Mais tarde poderás escolher entre um esquadrão maior, repleto de classes arquetípicas como o monge, o ferreiro ou o bárbaro. Esses, têm vantagens especiais, criando combinações interessantes entre as personagens. No campo, o posicionamento e a direcção são tão importantes para os danos quanto o uso dessas habilidades especiais, como o tele transporte para o combate. Nesse, o mais incompreensível dos controlos é que tu podes ampliar a câmara, mas não podes girar. 

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Depois de tudo dito, dou os meus parabéns ao departamento artístico, encarregue de conceber as personagens bem animadas. Vem-me à memória o caso especial de quando usas o tele transporte de A para B. Aí a animação de Merlin parece tão bonita como os mestres das artes marciais de um desenho animado. O estilo dos desenhos animados “brilham” nos momentos íntimos, mas não alcançam os bons momentos de um “Darkest Dungeon” ou “The Banner Saga”.  

Sword Legacy Omen já está disponível na Steam.

Conclusão da Análise
Desapontou
3
Tas a ver como um critico de vinho é especifico quanto a sua qualidade de bebida? Ok, eu não tenho nada haver com isso.

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