Depois de explorarmos o lado mais Sci-fi do universo de We Happy Few, com o DLC They Came From Bellow, é altura de analisarmos o seu segundo DLC!

Lightbearer é uma breve lufada de ar fresco sobre a saga. Apresentando-nos um novo cenário, com novas mecânicas de jogo, e um novo elenco de personagens nunca antes vistas, quer na história principal, quer no DLC anterior.

 

Lightbearer e o Preço da Fama

Posto isto, Lightbearer conta-nos a história de… Nick Lightbearer. Um músico cujo visual emana umas vibes de inspiração em John Lennon e na cultura hippie. Este vive uma vida excêntrica na ribalta, sempre rodeado de fãs, drogas e situações caricatas… como acordar ao lado de um corpo.

O artista apresenta uma mentalidade algo débil. Tanto que o jogador nunca consegue perceber se de facto Lightbearer está a ser tramado por alguém, ou se ele tem de facto uma outra personalidade que o leva a cometer estas atrocidades. Sem quaisquer amigos no mundo em quem se apoiar, cabe-nos a nós ajudar Lighbearer a descobrir a verdade sobre si mesmo, através de memórias, e a lidar com a sua fragilidade psíquica.

A par e passo que progredimos nesta história, que digo já  de passagem, é muito mais curta em duração que o DLC anterior e de longe é a menos interessante da franquia, vemos emergir em pano de fundo um mistério sobre a identidade de um verdadeiro serial killer. A par e passo, o tom do jogo começa a transformar-se para algo mais rebuscado que tenta capturar uma essência do género de Terror.

Lightbearer

As Mecânicas de um Músico

Como já é de costume nesta saga, uma nova personagem controlável requer novas mecânicas adaptadas à sua personalidade. E aqui não é excepção! Sendo que vestimos a pele de um músico, as nossas únicas armas no DLC inteiro são uns discos de vinil que funcionam como projécteis, e uma guitarra eléctrica (e o seu amplificador). Esta última,  permite-nos atacar através das vibrações dos acordes que tocamos, controlar a mente dos inimigos e fazê-los lutar a nosso favor através de um solo elaborado, e claro, bloquear ataques inimigos com uma ou outra nota musical.

À parte deste sistema de combate, que achei muito interessante e inovador, temos o regresso do mundo das drogas que marcam We Happy Few. Desta vez, a Joy é a única coisa capaz de regenerar a vida do nosso personagem, mas a mesma também tem uns efeitos meio malucos consoante cada sabor… A certo ponto até me pareceu que estava antes a jogar o Layers of Fears 2, e de facto há aqui uns cenários muito semelhantes… Contudo não podemos abusar da Joy. Pois como te deves recordar, na história principal aprendemos que esta ofusca as memórias, e o nosso trabalho aqui é descobrir através das mesmas, se o nosso personagem é de facto culpado ou não.

A par de uma história curta e menos interessante, e de um sistema de combate inovador e refrescante, temos uma série de puzzles por resolver num ambiente que nos coloca constantemente perante a espada e a parede. Adicionalmente, é também importante referir que ao contrário de todas as personagens jogáveis até então, esta é também a única que não nos dá acesso ao mundo aberto do jogo. Pois os fãs de Lightbearer procuram chegar até nós e cercam-nos por todos os lados de tal forma, que é praticamente impossível sairmos do nosso quarto de hotel…

Lightbearer

A Arte e a Melodia

As cores neste DLC acompanham o desenvolvimento do jogo, progredindo de tons felizes e pacíficos como os tons de amarelo e cor de rosa, para a violência dos tons vermelhos e de azuis mais frios e escuros. Apesar da curta duração do DLC, este conseguiu mostrar-nos uma maior variedade de cenários e ambientes, quando comparado com o They Came From Bellow. Já a nível musical, como não podia deixar de ser óbvio, temos aqui uma banda sonora diversificada e que também recorre a referências musicais da própria personagem, que canta sobre o amor e a paz no mundo.

We Happy Few: Lightbearer, já está disponível tanto para compra individual como integrado no Season Pass para PlayStation 4Xbox One e na Steam para PC.

Conclusão da Análise
Assim Assim
6
Cedo me apaixonei pelo mundo do cinema e dos videojogos. A ficção agarrou-me e não me largou mais! A vida levou pelo caminho da Animação e Pós-Produção, mas nos tempos livres, escrevo para voçês.