O grande videojogo que fechou o ano de 2017 para a Nintendo Switch, Xenoblade Chronicles 2, foi um grande sucesso. Garantindo horas de muita história e conteúdo, deixou muitos jogadores entretidos e presos a um mundo de fantasia, proporcionado pela Monolith Soft.

Agora, meses depois do seu lançamento, eis que nos chega mais uma história, sob a forma de um DLC independente: Xenoblade Chronicles 2 – Torna The Golden Country!

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Este DLC conta-nos a história de Torna, um país que existiu à 500 anos atrás, antes dos acontecimentos da história principal, bem como a aventura de Lora e Jin. Se não jogaste a história principal, não há qualquer problema, pois é aqui que tudo começa e conhecerás as personagens tão bem como quem já jogou a história principal.

O enredo foca-se em Malos, um Aegis que tem sede de destruição, e que quer erradicar a existência humana por mero divertimento. Contudo, Lora e Jin, ao longo da sua viagem, encontram-se com Addam, filho do rei de Torna e defensor do reino, e Mythra, a segunda Aegis, decidida a parar os planos de Malos. Ainda pelo meio, Hugo, o jovem imperador do reino de Mor Ardain, junta-se à equipa, pela mesma causa.

Apesar do curto enredo, as cenas são bastante interessantes, e é possível saber-se um pouco mais sobre as origens das Blades e dos Titans, bem como outros segredos que não poderei contar-te. A emoção fala bem alto no fechar do capitulo, deixando-me sem palavras para descrever o que estava acontecer, restando-me apenas respirar fundo enquanto vivia o momento.

Xenoblade Chronicles

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Em termos de mecânicas de batalha, estas são idênticas às do videojogo principal, mas com algumas diferenças. Uma delas é o facto de ser possível colocar a tua Blade à frente da batalha, ficando o Driver a dar suporte à mesma, num sistema “Vanguard Switch”.

Para além disso, os combos agora estão mais simples. Onde antes tinhas uma grande árvore de combinações, agora tens uma simples linha de 3 combos que poderás fazer. Não ajuda muito, dado que agora não consegues fazer as combinações elementais perfeitas para accionares um combo especial. Em suma, o sistema está mais simples e mais fácil de usar, o que é bom para os novatos, mas torna-se mais pobre para os que já conheciam o sistema tradicional.

A nível de personalização, podes esquecer completamente a procura por Core Crystals, pois esses não existem aqui. Assim, não podes adquirir novas Blades. É pena, mas entendo que os criadores queiram que nos foquemos naquelas personagens, pelo bem da história. Apesar disto, existem outras adições, como por exemplo, o Camping. A longo da aventura, encontrarás alguns locais com uma fogueira. Estes locais, servem para dormires, de forma a poderes usar a experiência acumulada para subires as personagens de nível. Ainda aqui poderás usar a mecânica de Crafting, que te permite criar vários itens, desde comida a acessórios para a tua equipa.

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Falando no conteúdo, a história do videojogo levou-me quase 20 horas a ser concluída. Mas quase 10 horas foram para fazer side quests “obrigatórias”. Sim, ao longo da aventura vais deparar-te com certas quests de história, que basicamente te obrigam a recrutar membros para a tua comunidade, aumentando o nível da mesma. Para isso é necessário realizar side quests ou falar com certas pessoas, angariando gente para o teu “circulo social”. Isto provavelmente é a pior coisa que puderam fazer para tentar prolongar o tempo de jogo. Ao menos poderiam colocar side quests mais interessantes.

Chegando ao departamento gráfico, a Monolith Soft decidiu usar um novo render engine. Apesar de este motor de jogo melhorar algumas coisas, outras, ficam muito estranhas. Um caso especifico é a “aura” que se nota nas personagens, que transborda para fora dos limites e dá um mau aspecto.

A nível sonoro, este conta com 11 novas músicas, compostas por Yasunori Mitsuda, para além de outras recicladas do jogo principal. Como variação, estas novas músicas têm um tom de Jazz, o que dá um toque especial a toda a experiência de jogo. Isto nota-se principalmente durante as batalhas. Em relação às vozes em Inglês, não gostei nada de algumas delas, especialmente a de Addam, que tem a voz de um velho de 50 anos. Desta forma, joguei-me de cabeça para o audio original em Japonês, que é de longe muito melhor.

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Xenoblade Chronicles 2 – Torna The Golden Country está disponível para a Nintendo Switch tanto em versão física, como digital. Não necessitas de ter o videojogo original para poderes jogar este título.

Conclusão da Análise
Bom
7.5
Um fanático por Nintendo, de nome "Nintendista", que procura mostrar ao mundo o lado mágico da empresa que o acompanhou durante toda a vida.