Neo Retro

Na indústria dos videojogos, nem todos os lançamentos são de sequelas ou franquias novas. Por vezes, saem clássicos reinventados, obras adaptadas e segundas oportunidades para franquias conhecidas.

A história é feita de padrões: por vezes repete -se, outras vezes adapta-se!

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Foi lançado a 16 de abril de 2019, mas quão novo é realmente este jogo? Imagem via Fnac.pt
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Afinal, e com base na sua relação com o passado, que tipos de lançamentos existem? Pois não sei, mas com base na minha opinião e no que leio (cofWikipediacof), classifico-os deste modo:

  • Lançamento: jogo novo (capítulo ou franquia)
  • Remake: jogo antigo que é novo
  • Remaster: jogo novo que é antigo
  • Re-lançamento: jogo antigo que é antigo (com lançamento novo)
  • Rebootjogo novo que é novo (com título antigo)
  • (eventual) Release: jogo antigo que nunca saiu (até que saiu)

Mas o que diferencia um remake de um remaster? O que pode ser considerado um reboot?

É este o primeiro tema do Neo Retro, uma coluna – esperemos – onde se discute o impacto do retro na atualidade dos videojogos!

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AVISO: isto é uma OPINIÃO PESSOAL com base na experiência e perspetiva do autor. Ao contrário destes gajos, não sou especialista!
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Para começar, não vou falar de jogos completamente novos: ou são franquias novas ou capítulos completamente inéditos numa série familiar.

Também não vou falar de sequelas espirituais, termo normalmente associado a obras que seguem noções ou se passam no universo de outros videojogos.

Por conseguinte, o primeiro tema vai ser…


Remake

E se o jogo fosse criado em/para…?

Remakes são, tal como o nome sugere, recriações de jogos antigos com base noutra tecnologia ou visão.  Frequentemente, acabam por ser bastante diferentes dos originais, seja em termos visuais ou de jogabilidade.

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“E se Resident Evil fosse criado em 2002?” – imagem de spacemancentral
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O Resident Evil da GameCube é um excelente exemplo de remake: não só tem gráficos e som adaptados à “nova” geração, como também uma jogabilidade refinada.

Como aparte, é importante realçar que os remakes nem sempre são reinvenções adaptadas ao contexto “actual”. Aliás, há remakes baseados em épocas mais antigas que a original (demakes).

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E se Resident Evil 4 tivesse sido feito para a NES?” – Bioevil4 é gratuito no itch.io

Em suma, um remake não é só uma adaptação a um meio tecnológico; é sim uma reinvenção do conceito e, consequentemente, reflexo do contexto a que se aplica!


Remaster VS Re-lançamento

Como posso Relançar o jogo em/para…?

Para mim, remaster é uma adaptação mínima de um jogo a outra plataforma ou contexto, mantendo-se praticamente idêntica à original.

Em contraste, um re-lançamento é… exactamente o mesmo jogo!

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“Mark of the Ninja Remastered” – como posso relançá-lo para um PC mais potente?
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Enquanto que o remaster pode ter gráficos ou som retocados, ou mais algum modo ou funcionalidade, o relançamento é a experiência pura, sem “modernices” (vem num pacote com extras, no máximo!)

E enquanto remasters saem em plataformas actuais, o “relançado” pode requerer máquinas antigas ou aplicações pouco “acessíveis” (como emuladores). E enquanto remasters incluem clássicos da PlayStation 3 na sua sucessora (God of War 3, etc.), relançamentos são frequentes em lojas como o Good Old Games (Diablo, Fallout, etc.).

Também há os ports: jogos simplesmente lançados em plataformas diferentes. Normalmente não os considero relançamentos, por não serem na plataforma original, mas será correto chamá-los de remaster quando não tem melhorias perante os originais?

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port de DOOM na Switch: remaster, demaster ou nada disso? Imagem via Fnac.pt (outra vez!)

Reboot – tudo novo (menos o nome)

que fazer para tornar… relevante de novo?

Para mim, esta é a definição mais ambígua de todas. Isto porque podemos chamar reboot a tudo o que tente revigorar uma franquia adormecida com um jogo completamente novo, mas que, possivelmente, herda o título do original!

Vejam só os casos de Mortal Kombat (2011), Tomb Raider (2013), Prince of Persia (2008) e…

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… ok, ESQUEÇAM!
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(eventual) Release – e ao terceiro década dia, ressuscitou!

Como seria se… tivesse saído?

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Para quando uma versão física? — imagem via Nintendo
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Estou convencido que já se interessaram por um jogo que é, por algum motivo, cancelado.

Eu lembro-me de casos como Star Fox 2, 40 Winks na Nintendo 64 e Sonic X-Treme.

Felizmente, existem hoje casos muito interessantes de jogos cancelados há décadas e que acabaram por sair, muitos deles até na plataforma original! E não são remake nem reboot, porque simplesmente nunca saíram.

Realmente, devíamos agradecer a bruxarias como a internet, o crowdfunding, e a especialistas como a Piko Interactive por estes sucessos! Esta última, além de 40 Winks na N64, também recuperou…

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… um FPS para o Game Boy Color?!

Finalmente, temos ainda casos de fãs a recuperar projectos perdidos, como este clone de Street Fighter. E, quem sabe, talvez ainda recuperemos Sonic X-Treme na Sega Saturn


E tu, o que és?

Gostaria de terminar com um desafio. Com base no que leram e na vossa opinião, como classificariam cada um destes lançamentos?

Que outras categorias considerariam? E que casos de lançamentos de remakes, remaster ou reboot? Dêem-nos o vosso feedback!