Impossível começar a escrever sobre Pacer sem mencionar obras como F-Zero, que originaram esta vertente de racing game futurista nos mercados, e mencionar também Wipeout que, com certeza, serve de maior inspiração na criação deste título por parte do estúdio britânico R8 Games, além de ter devs que trabalharam em Wipeout 3 na equipa.

Começando pelo início e deixando as comparações com os títulos mencionados à parte, Pacer trata-se de um jogo de corrida e combate anti-gravitacional a ritmo frenético, com modos single, e multi-player online, lançado oficialmente em Outubro de 2020, para PS4 e PC, e já também confirmado, mas ainda sem data, para Xbox One.

Pacer não tem uma história bem definida nem explorada em termos narrativos, mas sabemos que se passa após o ano de 2075, onde o auge do automobilismo são estas máquinas super velozes capazes de superar os 1000 km/h, e corporações ao redor do mundo têm os seus próprios pilotos que competem para chegar ao auge do desporto, ou seja, vencer o campeonato mundial, que decorre em pistas espalhadas por todo o mundo, e cada uma mais desafiante e perigosa que a outra.

Pacer começa por nos apresentar um tutorial muito básico e até um pouco confuso, que se vai delineando também pelo modo carreira. E é exactamente esse um dos maiores problemas do jogo: menus bastante complicados de navegar, e nada de forma orgânica, seja na customização da tua nave, ou até em coisas mais simples como perceber qual o objectivo certo da corrida.

Existem 11 modos de carreira, com objectivos diferentes, em que vais saltando de equipa em equipa (sponsors) após cumprires os objectivos contratuais com as mesmas. Começas na classe mais baixa, e irás subir nos ranks até atingir as classes F-1000 e Elite. É um modo de jogo bastante simples, que podia ser melhor explorado e recompensado, já que os únicos prémios são cosméticos como gadgets para colocares na tua nave. Ainda assim, garantes umas boas horas de diversão. O modo carreira deixa muito a desejar, e a escolha das equipas não te dá qualquer vantagem nem vontade de continuares, já que tudo “sabe ao mesmo”.

Lê mais:  My Hero Ones's Justice 2 | Midnight já está disponível no Season Pass 2

  

A campanha é, de longe, a melhor experiência que poderás ter ao jogar sozinho, mas caso pretendas uma experiência mais fast-paced e rápida, podes optar por outros modos de jogo como time trial, prova de resistência, destruição, eliminação por tempo, volta mais rápida, flowmentum que vai aumentando a velocidade a cada volta que fazes, e o modo tempestade, que é nada mais nada menos que um battle royale simples, em que o objectivo é te manteres dentro do raio de tempestade. São modos simples, mas divertidos.

São 10 as equipas que poderás integrar, e 5 naves totalmente customizáveis com cosméticos e modificadores de desempenho, com até 11 armas para literalmente rebentares os teus adversários assim que seja preciso.

A customização das naves é, de facto, imensa, pois além dos cosméticos que lembram muito rocket league no seu estilo e apresentação, poderás combinar todo o teu arsenal com modificadores e power-ups para uma experiência mais completa, e que se adeqúe a cada pista. Também existem modificadores para te ajudar na velocidade, travões e nas curvas. São muito úteis assim que aprendas como os dominar, mas mais uma vez, a falta de informação é crucial, e Pacer nunca explica muito bem as especificações das stats.

Pacer_20201109212310  

A jogabilidade de Pacer é frenética de ritmo alucinante, e requer muitos reflexos principalmente nas classes mais altas. A dificuldade é imensa, e a minha falta de habilidade nas classes F-1000 e Elite foi tanta, que tive de pesquisar no Youtube se era possível existir alguém capaz de controlar a nave em curvas tão apertadas a mais de 900 km/h. Existem dois travões de ar, o da esquerda, e da direita, que são cruciais para controlar a nave nas curvas, mas são super difíceis de dominar.

Nas poucas corridas online que fiz, todos jogavam como eu: aos trambolhões pela pista e salve-se quem puder. E, se possível, completar a corrida com a nave intacta, tal é a dificuldade. Claramente, Pacer não foi pensado nessas duas classes, já que existem pistas que o tornam praticamente não jogável mesmo que não tenhas problema no quesito de habilidades.

Lê mais:  Ravenlok | Nova fábula de acção chega ao Game Pass em 2023!

Graficamente, Pacer é bastante belo e bem construído, com visuais futuristas cyberpunk nos 14 circuitos que nos são apresentados. Desde as luzes nos topos dos arranha-céus de Nova Iorque, às auto-estradas de Chicago propícias a pisar bem fundo o acelerador, ou até nos desertos mais quentes de Monument Valley, ou alternando para climas gélidos, como na Russia. Todos os ambientes e settings construídos para cada uma das pistas são pensadas ao pormenor com muitas referências locais do canto do mundo escolhido.

  

A banda sonora de Pacer é simplesmente divinal e um must-have para quem gosta de música electrónica, em especial para os fãs de drum and bassdubsetp acid house. São mais de 80 músicas licenciadas e conta com nomes como Dub FX e Squarepusher. Também existe uma opção de criares a tua própria playlist, e ouvires os temas seleccionados quando corres.

No modo online existem todas estas opções e modos de jogo explicados anteriormente, mas é mais um caso de um indie com os servidores vazios, um problema recorrente nesta vertente de mercado de videojogos com pouca divulgação, e que se sente imenso no produto final. Fiz apenas duas partidas, uma com bastante lag e outra estável, mas apenas contra 2 outros jogadores. Portanto, fica por analisar de forma mais concisa nesse quesito.

Pacer já está disponível para PlayStation 4, e PC, sendo que a versão Xbox One só irá chegar mais tardeA Playstation 4 foi a plataforma usada para esta análise.


Já experimentaste Pacer? Entretanto, que tal espreitares as novas promoções da Playstore? Olha que só tens até dia 20 de Novembro!

CONCLUSÃO
Estonteante!
7
Curioso, explorador, e fã de videojogos desde que me lembro, e em especial pela saga Metal Gear. Não jogo plataformas, jogo jogos.
pacer-r8-games-analisePacer é um dos títulos que deixa emoções mistas. Os seus menus confusos e desajeitados, gameplay extremamente confuso nas classes mais altas e o seu modo de carreira básico e mal explorado deixam a desejar. Todavia, para quem busca velocidades estonteantes e o caos nas pistas a acompanhar com bom drum and bass, Pacer será definitivamente o jogo com a dose certa para te causar uma overdose de adrenalina.