O serviço actualizado e refinado da Sony Playstation Plus chegou há praticamente 1 mês (23 de Junho), e se ainda não estás a par das novidades, aconselho-te a ler este artigo, que explica o funcionamento dos tiers e certamente te ajudará a decidir se valerá ou não a pena aderir!

Uma das maiores novidades deste aprimoramento do serviço de subscrição das consolas Playstation, passa pela inclusão de um catálogo de clássicos PS1, PS2 e PSP que irá sendo ampliado progressivamente, em exclusivo para os assinantes do tier mais elevado; Playstation Plus Premium.

A equipa Squared Potato decidiu, numa das conversas filosóficas de café, bombardear nomes de jogos verdadeiramente clássicos que contribuíram para o sucesso da marca, e geraram um enorme carinho pela primeira consola da Sony; de 1994 até ao início dos anos 2000.

Decidi recolher alguns destes jogos mencionados pelos meus colegas e claro; eu incluído, e sem mais demoras, deixar-te aqui uma listagem de clássicos que a equipa considera obrigatório ver em breve no Playstation Plus; e se possível com troféus:

Ghost in the Shell – Playstation (1997) THQ

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A obra original de Masamune Shirow continua bem activa e presente, mas já em 1997 andava nas bocas do povo com a sua primeira adaptação para a consola querida da Sony, com a história, visuais e ilustração idealizados pelo autor da obra original.

Ghost in the Shell segue os membros da Public Security Section 9, grupo em que a personagem Rookie se enquadra, junto com os companheiros. Uma organização terrorista conhecida como Human Liberation Front reivindica a responsabilidade pela explosão de um edifício, e é aí que o jogo começa.

Para completar esta investigação, controlamos um Fuchikoma, um mini-tanque que certamente os mais familiarizados com a saga conhecem. Dos primeiros jogos a explorar as vertentes 3D da consola com mais sucesso, o veículo é altamente maleável e ágil, com mísseis, metralhadoras e suporte para quedas. É um jogo que envelheceu surpreendentemente bem, ainda que se note um pouco do peso da idade nos seus polígonos. Obrigatório para os fãs de Ghost in the Shell!


Castlevania: Symphony Of The Night – Playstation (1997) Konami

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Castlevania: SOTN é a prova concreta da glória de quem é bom e segue em alta fuga das tendências. Numa época em que todos queriam provar um pedaço de fama e glória em produzir conteúdos 3D, curiosamente é a Konami que nos entrega um dos jogos mais influentes de todos os tempos, em 2D.

Sprites notavelmente bem detalhados e com level design do mais avançado que há, Castlevania: SOTN é um jogo que quanto mais jogas, mais apaixonado ficas. Desde ao seu estilo sonoro, aos elementos de RPG, este é um daqueles exemplos de títulos que podia muito bem ter saído hoje, e continuaria a ser o enorme sucesso que foi. Bem-vindos à era dos Metroidvania.


Heart of Darkness – Playstation (1998) Amazing Studio

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Heart of Darkness é um daqueles jogos que envelheceram extraordinariamente bem na primeira consola da Sony. A visão de Eric Chahi fez reunir uma equipa pequena com pouco mais de 12 pessoas, e levaram seis anos para concluir o único jogo lançado pelo estúdio; e que jogo!

O pequeno protagonista é Andy, um jovem com nictofobia (fobia do escuro) que se vê obrigado a enfrentar os seus maiores medos quando após um eclipse solar vê o seu cão e melhor amigo Whisky ser raptado pelas forças do mal. Andy que é muito engenhoso, prontamente elabora um plano e parte rumo ao desconhecido para tentar recuperar o seu melhor amigo.

Com um ambiente extremamente atmosférico e umas animações ainda muito actuais para os padrões actuais, este é um dos jogos mais interessantes do catálogo da PS1.


R4: Ridge Racer Type 4 – Playstation (1998) Namco

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Há quem diga que depois de ter jogado Ridge Racer Type 4, os jogos arcaderacing nunca mais foram os mesmos, e não os condeno. Com umas apresentações impressionantes para a época, e uma jogabilidade robusta arcade, este título foi a definição do género na primeira Playstation.

Um dos pontos altos desta obra da Namco, é a inclusão de uma banda sonora que arrepia até aos ossos, com vocais de Kimara Lovelace e composto por grandes senhores da música Japonesa: Asuka Sakai, Hiroshi Okubo, Kohta Takahashi, Koji Nakagawa e Tetsukazu Nakanishi. De ouvir e chorar por mais!


Parasite Eve – Playstation (1998) Square Enix

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Quando a Square Enix ainda era a SquareSoft; Quando os RPGS começaram a “explodir” no mercado ocidental; Quando os jogos deixavam de ser produto de criança começaram a abranger novos públicos. Foi durante esta época que surgiu o primeiro jogo do estúdio com classificação +17 (rating M), e com uma temática pesada e assombrosa.

Aya Brea, uma das primeiras protagonistas com um background “mais maduro” da era 3D, é uma agente da polícia que vê todos os que a rodeiam ficar em chamas graças a uma temível criatura que pretende dominar e destruir a humanidade.

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Este título chega na era dos RPGs japoneses, e apesar do estilo se encontrar presente aqui com alguns bons elementos, é no survival horror que se destaca. Um jogo a não perder, e obrigatório até aos dias de hoje.


Metal Gear Solid – Playstation (1998) Konami

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Vamos ser claros e sucintos: É preciso dizer alguma coisa sobre esta obra de Hideo Kojima? Lanço a questão…


Chrono Trigger – Playstation (1999) Square Enix

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Na verdade, Chrono Trigger é um título de 1995 inicialmente exclusivo da Super Nintendo, e apenas chegou à primeira consola da Sony 4 anos depois, trazendo uma das experiências mais memoráveis da história dos videojogos.

Chrono Trigger é tão popular, que até aos dias de hoje existem claras inspirações em Crono e nas restantes personagens. A história é extremamente envolvente e cativante, e conta-nos sobre as aventuras de Crono e dos seus amigos. O jogo brinca com o conceito de várias linhas do tempo, e todos os personagens têm uma história muito característica e singular que te não te desliga de alguma maneira das muitas horas de jogatana pela frente.

Também importa mencionar uma soundtrack caprichada, e os cuidados excepcionais com os sprites, contraste e até visual animado de curtas cutscenes com aquele traço de estilo único de Akira Toriyama (criador de Dragon Ball).


Jade Cocoon: Story of the Tamamayu – Playstation (1999) Genki

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Mais um jogo desta lista em que é fácil detectar a sua qualidade em poucos segundos. Como? Animações realizadas pelo Studio Ghibli. No entanto, engana-se quem pensa que este jogo é apenas o traço inconfundível e caprichado que o estúdio de cinema de animação japonês sempre nos habituou. Jade Cocoon tem mais; e muito mais.

Este título mescla o estilo tradicional de RPG nipónico com uma espécie de pet management, com evolução e fusões pelo meio. O jogo passa-se numa floresta, portanto é normal todo aquele ambiente verde carregado vegetação com um terreno denso povoado por temíveis criaturas idênticas a insectos e variantes.

A história conta a perspectiva de Levant, um jovem que vê a sua vila ser atacada por demónios que causam um sono profundo a todos os atingidos. Só uma ingrediente raro é capaz de acabar com a maldição, e é assim que o protagonista parte, na sua jornada objectiva de salvar a sua aldeia. Isto é apenas o início morno, mas Jade Cocoon extende-se com uma riqueza quase sem igual no meio.


Silent Hill – Playstation (1999) Konami

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Silent Hill foi o ponto de partida dos jogos de terror mais perturbadores e angustiantes, a remar um pouco contra a maré no conceito que eram os jogos da época survival horror. Aqui, a acção característica da época ficou de parte, e dá lugar à atmosfera arrepiante de cenas perturbadoras com uma banda sonora conivente.

Mesmo com limitações técnicas, este jogo entrega tudo o que se pode pedir num survival horror: tensão e atmosfera. Esta é a epítome do terror na primeira Playstation.


Dino Crisis – Playstation (1999) Capcom

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Dino Crisis é provavelmente o jogo mais requisitado desde a chegada do serviço, e será uma questão de tempo até surgir no catálogo, uma vez que a própria Playstation praticamente o confirmou através de um erro no seu blog oficial italiano.

Este é mais um desses títulos que embarcaram na onda survival horror da época, mas com um charme especial já que foi desenvolvido pela mesma equipa de Resident Evil, justificando a semelhança na jogabilidade entre ambos.

O grande diferencial entre Dino Crisis e Resident Evil para além da sua temática e enredo, reside na inteligência artificial dos dinossauros. Estes, além de super rápidos, fingem-se de mortos após serem baleados, e são capazes de sentir o odor do sangue após a nossa protagonista Regina ficar ferida.

Não sei quanto a vocês, mas tendo oportunidade de jogar Resident Evil e Dino Crisis praticamente na mesma época, confesso que este último foi muito mais assustador e tenso.


Legacy of Kain: Soul Reaver – Playstation (1999) Eidos

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Legacy of Kain tem um peculiaridade muito ambiciosa para as suas capacidades técnicas. Este foi no seu tempo, um ousado projecto a trazer o conceito de mundo aberto em larga escala para dos primórdios do 3D das consolas caseiras. As suas capacidades gráficas eram tão caprichadas, que por vezes ficava difícil distinguir se tratava de um título PS1 ou PS2.

Com uma jogabilidade extremamente desafiante, o jogo passa-se 1500 anos após os eventos do primeiro jogo: Blood Omen. A personagem principal é Raziel, um dos mais poderosos tenentes vampiros a ser executado a mando do seu mestre de forma a ser tornado à força um ceifador de almas. O objectivo do jogo é simples: Raziel precisa de obter vingança por todo o seu sofrimento, e é nesse pano de fundo que a aventura começa.

Desde a história, personagens, música, voice acting por sinal muito boa para o seu tempo, este jogo sempre foi uma gema que ficou por lapidar e dar seguimento, anos após o seu lançamento.

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The Legend of Dragoon – Playstation (1999) Sony

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Em The Legend of Dragoon, acompanhamos a incrível aventura de nove heróis em busca de salvar o mundo de uma guerra e de maldições que colocam em causa a sua existência.

Este é mais um JRPG que pouco ou nada envelheceu na sua jogabilidade. Com aquele toque inconfudível de quem bebeu da fonte de Final Fantasy, podem esperar aqui dragões, espadas, magia elemental, e muitos combos especiais.

Uma boa dose para quem se quer perder horas a fio num universo muito próprio e cheio de histórias e lendas.


Silent Bomber – Playstation (1999) Bandai

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Uma lista de jogos não é pura se não incluir algum deles na lista com aquela característica frenética habitual das arcadas. Silent Bomb é literalmente isso, um top-down shoot’em up de estilo frenético, ambientado todo ele numa gigante nave espacial sequestrada por um terrorista extravagante e maníaco.

O protagonista é Jutah, que tem como missão destruir as instalações e defesas implementadas da nave sequestrada. Fugindo um pouco da norma habitual, as munições passam para segundo plano, já que Silent Bomb (como o nome indica) prima-se pelo uso extensivo de bombas. Essencialmente, poderás plantar bombas nos locais desejados, lançar contra os inimigos e detonar a qualquer momento a teu critério, introduzindo o elemento de chacina em cadeia, e o número de inimigos destruídos ao mesmo tempo dobra ou até triplica a tua pontuação, bem ao estilo peculiar das arcadas.

Uma pequena nota: qualquer semelhança visual com Metal Gear Solid é pura coincidência.


Tony Hawk’s Pro Skater 2 – Playstation (2000) Activision

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A era da primeira consola Playstation estava a terminar quando surgiu o título da consola mais bem pontuado pela crítica, aclamado o melhor jogo de skate da história. O primeiro jogo já era brilhante, mas Tony Hawk’s Pro Skater 2 superou-o em tudo.

A continuação surgiu ainda com mais movimentos e manobras, mais skaters profissionais, e uma banda sonora de causar inveja a qualquer jogo de desporto até aos dias de hoje.

Uma das mais engraçadas curiosidades deste título foi a presença de nada mais nada menos que o Homem-Aranha como personagem secreto para desbloquear; e ainda incluía diferentes fatos. Impagável!


Vagrant Story – Playstation (2000) Square Enix

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Já que se encontram a ler até aqui, voltem a perdoar-me o anglicismo, mas não encontro melhor termo que defina este brilhante jogo: Este é um verdadeiro cult-classic no sentido literal da expressão. A primeira experiência que tive com Vagrant Story foi recente, em 2020 durante o primeiro lockdown da pandemia, portanto conseguem imaginar que não fui capaz de sentir a amplitude da magia dos seus tempos, certo? Enganam-se! Se calhar pelo efeito da pandemia ou não, simplesmente não conseguia desligar-me de tudo o que envolvia este título da Square. Que jornada!

Não esperem aqui o grind habitual dos jrpgs da época, NPC’s a dar dicas, nem equipamentos e lojas que irão auxiliar os personagens. Mesmo sem tudo isto, este jogo é tão ou mais imersivo que qualquer outro RPG nipónico, e obrigatório principalmente para os fãs de Final Fantasy, já que neste mundo de Valendia não faltam referências e curiosidades sobre a clássica série de fantasia.

Com uma temática mais adulta, Vagrant Story inicia-se perto de uma guerra civil provocada por uma enorme crise politica que desperdiçou uma quantidade imensa de recursos da cidade e provocou miséria pelo povo. Logo através desta pequena sinopse, conseguem ver o peso que este enredo causará. O resto, façam-me o favor e descubram vocês, e mais tarde voltem aqui para agradecer!


Spider-Man – Playstation (2000) Activision

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Se pensavam que eu iria acabar o artigo sem mencionar o melhor amigo da vizinhança, erraram profundamente. Hoje, não conseguimos imaginar Spider-Man sem Playstation e vice-versa, mas no final dos anos 90 não era assim. Os jogos do “senhor teias” chegaram à indústria de videojogos nos anos 80, saltando de distribuidora em distribuidora, mas foi em 2000 que o maior orçamento foi investido, e pela primeira vez Spider-Man chegava de forma inédita em 3D e publicado pela Activison para as melhores consolas do mercado.

A história deste título é completamente original, e uma verdadeira homenagem aos fãs da Marvel. Além dos mais temíveis vilões da saga como Venom, Doctor Octopus, Carnificina, Kingpin, e mais; ainda temos a presença de aliados e acreditem ou não, até o Capitão América conseguiu tirar um tempo extra para marcar presença a ajudar aranhiço. Claramente um dos melhores jogos de sempre de Spider-Man.


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A Playstation é uma das consolas mais marcantes da história dos videojogos, com um catálogo rico e variado. Estas foram as nossas escolhas, mas podia facilmente encaixar aqui mais 10 ou 20 jogos, que a qualidade se mantinha. E vocês, adicionavam algum jogo em especial? Partilhem connosco!

Esperamos que tenham gostado da leitura, e vemo-nos no próximo artigo de continuação, desta feita da Playstation 2.

Curioso, explorador, e fã de videojogos desde que me lembro, e em especial pela saga Metal Gear. Não jogo plataformas, jogo jogos.