Preparem-se para voltar atrás no tempo, pois o jogo que trago hoje é um tsunami de nostalgia, feito por uma equipa que transborda o amor pela propriedade. Houve uma grande espera por este jogo, com bastantes trailers sem data de lançamento, e finalmente chegou.

Hoje trago-vos Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge, um Beat’em Up com um especto bastante old school, cheio de carácter e um combate super divertido, e também com caos para toda a família e amigos.

Tartarugas pixelizadas nos tempos modernos

Algo que é imediatamente nostálgico mal se inicia o jogo, é a sua apresentação, logo no menu principal temos então uma bela imagem das personagens com um estilo de SNES, utilizando uma arte pixelizada, mas com um detalhe bastante impressionante. Esta apresentação mantém-se durante todo o jogo, desde os modelos das personagens e inimigos, como também os vários cenários que encontras.

É sem dúvida uma escolha bastante artística, especialmente vendo a evolução de outros clássicos do género como o Streets of Rage 4, que optou por modernizar a sua apresentação com um especto mais de desenho animado.

Na minha opinião, eu adoro todos os aspetos da apresentação. Mesmo com os gráficos mais old school, a personalidade dos nossos heróis é imediatamente percetível, com animações bastante diferenciadas, e claro, com os atores da série animada original a dar novamente as vozes às tartarugas, temos aqui uma fiabilidade que se sente em todos os aspetos.

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Tartarugas em Nova Iorque

A premissa do jogo é simples: temos o Shredder de volta com mais um plano maligno que põe a civilização em risco, e as tartarugas, juntas com uns amigos, têm de fazer de tudo para impedir o sucesso deste plano.

A história encaixa-se perfeitamente na propriedade, sendo bastante parecida com os episódios da famosa série animada, com as tartarugas a dizer o título de cada nível como se fosse um título de um episódio. Novamente, temos uma história simples, mas eficaz e cheia de charme.

A simplicidade da narrativa também ajuda a variar os cenários, com as ruas da cidade, esgotos e até umas zonas mais tecnológicas, há uma excelente variedade de níveis, e tudo com uma apresentação única e ideias refrescantes.

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Beat ‘em Up moderno e acessível para a família

Agora, falando do aspeto mais importante, temos a jogabilidade. Primeiro de tudo, temos uma seleção de 6 personagens iniciais, cada uma com os seus prós e contras, como o caso do Donatello, que consegue atacar os inimigos a grande distância, mas sofre um pouco com a sua velocidade de ataque e também o dano, sendo contrariado pelo Michelangelo, que no seu caso tem bastante velocidade, mas sofre do dano e um pouco mais na distância dos seus ataques. Independentemente da personagem que escolhes, a jogabilidade é sempre divertida, e todas as personagens estão incrivelmente equilibradas.

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No que toca ao combate, todas as personagens têm acesso a um ataque básico, que no chão pode ser usado em consequência para um pequeno combo, um salto e duplo salto, um dodge, grabs, e um botão para fazer special moves. Também podes atacar no ar, e os special moves mudam de acordo com a posição da personagem, sendo que se estiveres parado tens um ataque que ocupa uma área à tua volta, ou se estiveres no ar tens um ataque forte que dispara a tua personagem para o chão na diagonal, criando bastante impacto. Este moveset básico é bastante natural e responsivo, com adições mais modernas bem-vindas, como o dodge.

Penso que o que torna este jogo um bocado mais interessante é a capacidade de fazeres um taunt aos inimigos, onde a personagem tem uma animação engraçada, como o Donatello que se baixa de costas para o inimigo a jogar Game Boy. Este taunt serve para encher uma barra do teu ninja power, que serve para fazeres os teus special moves, sendo uma mecânica bastante importante para otimizar a tua jogabilidade.

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Em termos de variedade de inimigos, temos aqui algo que também é bastante comum do género, com uma série de inimigos que partilham o mesmo design, mas com uma cor diferente, e também uma arma específica, como uma espada ou arco. Também temos alguns robôs, como uns bípedes com uma mandíbula que te conseguem agarrar. Finalmente, há também uma boa dose de inimigos voadores, como uns foot ninjas num veículo pequeno que dispara no jogador. A variedade de inimigos é sólida, encorajando o jogador a aprender e reagir de acordo com os inimigos que vai encontrando ao longo dos níveis.

E falando em níveis, temos aqui algo familiar, com níveis de sidescrolling, onde vais avançando e derrotando grupos de inimigos até ao boss, e também uns quantos autoscrollers, onde temos os nossos heróis a pegar nos seus hover skates, a evitar obstáculos e a ir derrotando os inimigos.

Também temos uma boa interação com os níveis, sendo possível partir vários objetos para descobrir segredos como os cameos, ou até para poderes recuperar a tua vida ou ganhar um power up temporário, como ficares a rodar como um peão, atacando tudo à tua volta. Algo mais interessante, certos objetos, como bocas de incêndio ou câmaras, podem ser usadas ofensivamente, podendo atacá-las para as atirar na horizontal, podendo atingir uma série de inimigos em fila.

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Falando dos bosses, temos aqui vários vilões clássicos da série, que não irei mencionar para não dar spoiler, mas que para os fãs irá ser sem dúvida emocionante. O design das mecânicas também é sólida, com cada boss a ser único, com os seus padrões e estratégias variadas.

Finalmente, temos o multiplayer. Se quiseres ter uma representação de caos em tempo real, podes juntar até 6 jogadores para se juntarem na missão para parar os planos de Shredder. Como podem prever, isto cria um caos total no ecrã, onde muitas vezes é quase impossível de discernir o que se está a passar, sendo muitas vezes comum perderes a noção de onde está a tua personagem e o que sequer estás a fazer. Este modo é extremamente divertido, sendo que tive um sorriso na cara constante cada vez que jogava com amigos, tanto sendo apenas 2, como 6.

Algo único do multiplayer, é a capacidade de reviveres o teu colega, evitando a perda de uma vida do mesmo. Quando um jogador perde a vida toda, a sua personagem fica sentada no chão atordoada e com um símbolo de uma pizza com um temporizador a descontar. Enquanto esta contagem estiver a ser feita, outro jogador pode-se dirigir ao jogador no chão e pode revivê-lo com o poder do cheiro de uma fatia de pizza. Acrescentando a esta cooperatividade, podes também realizar um high five entre quaisquer 2 jogadores, que serve para partilhar vida entre eles.

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Uma dose de Rock e Hip-hop para entusiasmar

Um bom Beat’em up não pode relaxar com a música, pois é um dos fatores principais no que toca a pôr o jogador com a adrenalina necessária para derrotar os seus inimigos. Felizmente, temos aqui uma boa dose de Rock e Hip-hop que mete qualquer um cheio de entusiasmo para a ação frenética. Mais uma vez, um OST nostálgico que moderniza-se um pouco, e traz-nos um álbum que respeita e demonstra a personalidade dos nossos heróis.

A pizza já saiu do forno e está disponível para levantar na Playstation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC na Steam e Game Pass.

Agradecemos à Dotemu por nos ter cedido um código do jogo para analisar.

CONCLUSÃO
Pizza Time
9.3
teenage-mutant-ninja-turtles-shredders-revenge-analiseShredder's Revenge é uma bomba de nostalgia que nos leva quase quatro décadas atrás no tempo. Um jogo que mostra o amor que a equipa tem pela propriedade, com um fanservice intenso e que gera um monte de gargalhadas com amigos.