Após um período conturbado na história da Ubisoft com a aquisição, serventia e, finalmente, a libertação da Vivendi, a empresa encontra-se no que é, discutivelmente, a sua melhor fase de sempre. Com títulos de peso (e com futuro) no mercado como Watch Dogs, Far Cry, Assassin’s Creed, Grow, Rayman, Rainbow Six, e, finalmente, The Division, a companhia parece estar no caminho certo para uma completa redenção.

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The Division teve um início conturbado, sendo que era a iniciação da Ubisoft no universo Massive Multiplayer Online. Encontrámos várias lacunas nas mecânicas e variabilidade de um mundo cuja narrativa era apelativa, o que levou a que The Division (1) tentasse correr antes de andar. Meses passaram-se e, pouco a pouco, a Ubisoft foi corrigindo o que tanto colmatou a agradável e divertida experiência de navegar por Nova Iorque.

Avançamos alguns anos e somos presenteados com The Division 2. Uma história que dá seguimento ao seu antecessor, com uma área de acção focada em Washington D.C., onde somos encarregados de restaurar a energia à rede SHD.

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Embora esta história tenha conteúdo para ser discutida, creio que lhe faltam momentos “wow”, ou seja, somos apenas agentes passivos de uma história e em nada contribuímos significativamente para o seu desenvolvimento.

Chegamos ao ponto de apenas começarmos a intervir activamente após o end-game, uma vez que toda a campanha é realizada à volta disso. Com isto não quero denegrir a qualidade da mesma; apenas creio que podia ter sido mais impactante em vez de se assemelhar a uma espécie de prólogo para o conteúdo pós-fim de jogo.

The Division 2 mantém a mesma fórmula de jogabilidade. É um cover-shooter na sua íntegra, e a excelência das mecânicas era o mínimo da fasquia.

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Felizmente, temos uma equipa que coloca empenho e dedicação em tudo o que faz e encontramos em The Division 2 um dos melhores cover-shooters na indústria dos videojogos. A fluidez e facilidade com que nos podemos movimentar para ter a melhor posição sobre o inimigo, nunca perdendo noção do nosso posicionamento, são dois dos seus melhores trunfos.

O shooting do jogo, além das covers, é complementado com a opção de podermos rebolar, saltar ou deslizar para um determinado local de forma a podermos encarar da melhor maneira a trupe que se encontra a caminho para nos obliterar.

E quando digo obliterar, é no sentido literal da palavra: este jogo é super exigente. Não no sentido de ser complexo – é bastante simples até – mas simples não é sinónimo de fácil. The Division 2 muitas vezes encarrega-se de encomendar enormes grupos de inimigos para que uma simples tarefa se torne hercúlea, o que incita ao convite para jogarmos com outros Agentes.

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Claro que o jogo tem de ser pensado em todas as variantes, pelo que o modo single player não foi esquecido. Temos, portanto, um vasto leque de habilidades para aprendermos à medida que nos vamos aventurando pela capital dos E.U.A..

Estas habilidades podem ser potenciadas enquanto grupo: com coordenação, podemos ter um Agente com um escudo montado, enquanto outro utiliza o drone para lançar um ataque mortífero aos inimigos. Estas habilidades são desbloqueadas à medida que progredimos no modo história.

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The Division 2 utiliza o motor Snowdrop – no PC é simplesmente fabuloso e visualmente fantástico, enquanto que nas consolas deixa a desejar. Não é que o jogo seja feio, longe disso; apenas tem inúmeros elementos para carregar ao mesmo tempo. Algo que as consolas desta geração não conseguem acompanhar, o que resulta em chão que pisamos por carregar, poças da era PS1, entre outros bugs visuais.

Em termos artísticos, o videojogo capta um cenário pós-apocalíptico de forma realista e solitária, no sentido em que quase sentimos o movimento que as ruas outrora tiveram, mas que neste momento apenas quatro ou cinco gatos pingados por lá passam ao mesmo tempo.

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A banda sonora adequa-se ao compasso do jogo, não acelerando mais do que deve nem cortando o passo. Algo a que a Ubi já nos habituou. O som do jogo podia ser mais imersivo, no entanto. É verdade que eu sou um grande adepto de som, sendo o tipo de pessoa que gasta bem em headphones, espero apenas que os videojogos se adequém ao potencial que lhes é dado hoje em dia – algo que acho que podia ter sido mais trabalhado neste videojogo.

Em suma, encontramos aqui um videojogo que merece o preço de partida, oferecendo conteúdo tanto em quantidade como em qualidade.

Tom Clancy’s The Division 2 já está disponível para PlayStation 4, Xbox One e na Uplay para PC.

CONCLUSÃO
Captivante
8.6
the-division-2-analiseEncontramos aqui um videojogo que merece o preço de partida, oferecendo conteúdo tanto em quantidade como em qualidade. Para quem lê as minhas análises sabe o quanto gosto da Ubisoft, embora saiba onde pecam mais, pois sinto que jogar jogos deles é sempre uma maravilha quando bem feitos. The Division 2 é bem feito, a pensar nos jogadores que tanto pegam de longe a longe como passam horas colados ao ecrã, com conteúdo para oferecer durante a história e após o término da mesma!