Mario Tennis Fever | Análise

Mario e os seus companheiros voltam ao campo de Ténis para mais uma dose de partidas alucinantes, carregadas de momentos intensos e muita ação. Nesta nova entrada, estamos perante a introdução de algumas novidades que prometem inovar a dinâmica de jogo que já nos tínhamos habituado no jogo antecessor Mario Tennis Aces. Porém, será que estas novidades são justificativa para adquirir o jogo? Vamos descobrir!

Uma nova mecânica introduzida

Em Mario Tennis Fever temos as técnicas que já conhecíamos nos outros jogos de Mario Tennis: Top Spin, Slice, Flat, Lob e Drop Shot. Contudo, a Nintendo adicionou algo mais à experiência de jogo: as Fever Rackets. Estas raquetes têm propriedades especiais que, ao realizarmos um ataque especial, estas tanto concedem um power up a ti e ao teu parceiro de jogo ou influenciarem o campo do adversário. Lama no chão a limitar os movimentos, tornados a mudar a direção das bolas e habilidades que invocam um clone teu das sombras para o teu lado do campo são poucos de muitos exemplos dos quais poderás usufruir assim que encheres a barra de ataque especial.

No entanto, este poder pode ser contra-atacado ao devolver a bola especial para o outro lado do campo, antes desta tocar no chão, impedindo que esta surta efeito. A única exceção a esta regra é quando temos os efeitos que concedem habilidades ao próprio jogador. Ao mencionar este pormenor veio logo à mente algumas raquetes muito poderosas nas quais me deparei. Em particular a que nos torna invisíveis para o adversário, além de que todas as bolas que devolvemos tornam-se invisíveis por um curto espaço de tempo. É uma habilidade muito poderosa a meu ver, que me causou muita dor de cabeça quando confrontado. 

Com cerca de 30 raquetes que poderás desbloquear à medida que vais jogando, este é sem dúvida o maior destaque do jogo, proporcionando uma dinâmica muito interessante para o campo, que se traduz em múltiplas sessões de jogo para testar várias combinações de raquetes e personagens.

Pegando na última menção das personagens, temos agora 38 disponíveis, entre estas Baby Wario e Baby Waluigi, duas versões de bebé que até hoje nunca tinham sido introduzidas no universo Super Mario. Cada personagem tem atributos específicos, como Defesa, Técnica, Velocidade, que vão dar-te a vantagem dependendo do teu adversário ou estilo de jogo. A camada de pormenores neste jogo é grande o suficiente para tornar cada partida única. E as personagens garantidamente são uma peça fundamental para o teu desempenho no jogo.

Aventura

O modo de aventura foi onde tudo descambou. Quando comparado com o jogo anterior Mario Tennis Aces, este modo de aventura soa tão mau e incompleto que até hoje me questiono como é que a Nintendo mandou cá para fora uma coisa destas.

A aventura resume-se a Mario e a sua equipa partirem à descoberta de uma maçã dourada para curar Daisy, que se encontrava doente. No processo estes acabam por encontrar sarilhos e viram-se todos transformados em bebés. Nisto, para voltarem ao estado normal, terão novamente que voltar à academia de Ténis para aprender a jogar ténis. É aqui que começam os momentos mais monótonos desta aventura.

Tens de aprender tudo, passo a passo, com recurso a tutoriais e mini-jogos. Isto levou tanto tempo que comecei a perder a vontade, mas lá consegui superar tudo e finalmente seguir para a verdadeira demanda de regressar ao local onde o mal aconteceu.

Contudo, mal sabia eu a desilusão que me esperava, quando vi que o resto desta aventura resumiu-se a poucos níveis que, sem exagero, passaram mais depressa do que toda a parte de academia. No total não deve ter chegado a 4 horas de jogo sequer. E como referi à pouco, mais de metade foram passadas a aprender os conceitos do jogo na academia.

Os níveis e bosses em si estão OK, dando algum desafio de formas diferentes de jogar do que o habitual, porém esperava muito mais de um jogo de 80€. Estou em absoluto descontentamento e não posso recomendar de todo este jogo àquelas que procuram aventurar-se neste modo “história”.

Torneio

No que toca a outros modos, temos o modo torneio, que te põe à prova numa competição contra vários jogadores. Este está dividido em três Cups, que tanto podem ser em Single como Double. Cada uma das Cups corresponde a uma dificuldade (fácil, normal e difícil). Tendo partilhado comando com um amigo, a experiência de jogo foi positiva, tendo suado no modo mais difícil deste modo.

Mix It up

Para apimentar as coisas, tens agora um modo Mix It Up que te permite jogar em cenários específicos de jogo. Por exemplo, jogar a bola contra os aros para marcar mais pontos que o adversário, devolver bolas lançadas por uma planta piranha ou até mesmo jogar sob o efeito de uma Wonder Flower de Super Mario Wonder, alterando completamente o campo para algo alucinante! Este foi outros dos modos que gostei de jogar com um amigo, por ser bem diferente do habitual e convidativo.

Tower

Seguindo isto, outro dos modos que gostei foi o modo de Tower. Neste tens que participar em desafios, subindo a torre a cada um que superas. Os desafios são quase idênticos ao Mix it Up, onde alguns exigem duelos com regras diferentes, mantendo sempre uma boa dinâmica variada. Chegando ao topo, um Boss espera-te, pelo que terás que o vencer para concluíres a torre. Existem 3 torres, cada uma com a sua dificuldade, deixando igualmente levares outro jogador amigo para te ajudar. Após completadas, poderás jogar os 100 desafios separadamente, com direito a poderes escolher a dificuldade de 1 a 3 estrelas. Este modo é aquele no qual poderás gastar mais tempo a completar, talvez até mais do que o próprio modo aventura.

Modo realista

Para aqueles que ainda querem sentir a nostalgia do Ténis à moda Nintendo Wii Sports, existe um modo “realista”, que te permite jogar com os Joy-Con 2 com os sensores de movimento. Tal como nos outros jogos, é uma experiência diferente, não tão técnica e competitiva quanto a de utilizar os comandos manuais. Contudo, é uma boa maneira de colocar alguém que não tenha hábito de jogar videojogos, ou até uma pequena criança, a divertir-se! Gostava só que, tal como no Mario Tennis Aces, também houvesse desafios cooperativos neste modo para entreter a malta em vez de ser só o ténis tradicional.

Vários modos multijogador

Por fim, temos os modos de multijogador. Estes estão divididos de várias maneiras de se jogar. Localmente, com várias consolas (podendo até dois jogadores partilharem uma consola), o modo online e ainda o GameShare. No modo local, podemos tanto jogar até 4 jogadores na mesma consola ou utilizar várias consolas com o jogo para jogar.

No modo online senti alguma latência (atraso) nos movimentos da minha personagem, devido à fraca conexão de rede com o meu adversário. Não surpreendentemente, acabei por perder aquela partida, porém pude redimir-me com outras vitórias contra outros jogadores cuja conexão era mais estável. Este tipo de jogo misturado com modos online nunca se traduziu numa boa experiência, pois precisa do mínimo de latência para conseguir reagir a tempo de defender ou contra-atacar.

No GameShare, até 4 jogadores podem jogar com as suas consolas, sendo necessário apenas com 1 jogo (no qual um desses jogadores será o host). Este modo só está disponível em modo local, no entanto, permite que jogadores com uma Nintendo Switch Original possam participar, o que é fantástico.

Gráficos / Performance

Com a nova Nintendo Switch 2 a apresentação visual dos jogos Nintendo foi elevada consideravelmente. E Mario Tennis Fever é só mais uma prova disso. O jogo apresenta cores vivas e modelos bem trabalhados, acompanhando ainda algumas cutscenes incrivelmente detalhadas e bem animadas, ainda que poucas.

Na performance, estamos a contar com 60 fps, o que é super importante para este tipo de jogo, que exige uma resposta rápida às ações do adversário. Mesmo usando multijogador com ecrã dividido, o jogo praticamente não dá sinais de abrandar.

Para fechar, temos mais uma vez a presença do idioma em Português no jogo. Contudo é português do Brasil. Ainda aguarda pacientemente pelo dia que tenhamos os nossos jogos IP da Nintendo todos na nossa língua portuguesa.

Dito isto, Mario Tennis Fever já se encontra disponível para aquisição, tanto em lojas ou via Nintendo eShop, em exclusivo para as consolas Nintendo Switch 2.

CONCLUSÃO
Bom, mas...
7.5
Bruno Dores
Um fanático por Nintendo, de nome "Nintendista", que procura mostrar ao mundo o lado mágico da empresa que o acompanhou durante toda a vida.
mario-tennis-fever-analiseMario Tennis Fever trás novas mecânicas para o campo, juntamente com novos jogadores, ampliando consideravelmente as opções estratégicas de jogo. Contudo, peca muito com o modo aventura, deixando injustificável o elevado preço do jogo.